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Segunda-feira, Março 10, 2008


(Causo inédito)

Andréia




Deste causo eu já havia me lembrado. Mas na época resolvi não escrever sobre o assunto. Tinha medo de algum mal entendido sobre a estória, enfim. Mas como estou tanto tempo sem escrever por absoluta falta de tempo e também porque minhas estórias estão se esgotando, que resolvi voltar à baila.

Como todo banco, tínhamos nossa porta giratória detectora de metais. E volta e meia algum problema decorrente do uso. Ou do mau uso, como querem alguns. Tínhamos essa cliente Andréia, que se alguém não soubesse, pensaria ser ela uma perfeita mulher. Chegou até a ser cantada por um desavisado colega, façam vocês uma idéia... Não lembro do seu nome de batismo, mas todos a chamavam assim.

Andréia era correntista de poupança. E tinha uma tal avantajada poupança, mas não em dinheiro, se é que vocês me entendem. Só que a porta ‘travou’ à sua entrada. A vigilância a fez voltar diversas vezes, mas a mesma apitava em todas as tentativas suas de adentrar a agência. Qual foi nossa surpresa, um dos vigilantes nos perguntou ao final do expediente:

- “Será que a ‘poposuda’ cliente colocou metal ao invés de silicone na bunda?”