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Jack by Jack
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Aventuras e desventuras de uma recém aposentada, enquanto trabalhadora de uma ilustre instituição financeira, por quase 27 anos de sua vida !!!
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Mail
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Gifts
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Paixão é brasa
Que nunca aposenta
Vem e esquenta
Em qualquer tempo
És bela como luar
No firmamento
by Daniel Heldt, José
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Who came
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Since may, 16, 2004
online Dating
Since march, 31st 2005
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Domingo, Maio 29, 2005
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(Causo quase Global e inédito)
Aninha
Não, Aninha não era funcionária. Era o nome que demos para um equipamento. Era na verdade um telefone sem fio. Só que acoplado nos ouvidos. O que deixava as mãos livres. Explico. Ju não era telefonista. Atendia clientes nas mesinhas. Quando o cliente liga para a agência quer sempre informações acuradas. E tínhamos necessidade de que alguém atendesse e resolvesse. Se a telefonista passasse a ligação para alguém, com certeza essa pessoa estaria fazendo outra coisa. Ou atendendo outra pessoa. Era o mesmo que trocar seis por meia dúzia.
Então resolveu o manda-chuva-mór colocar Ju para atender a esses telefonemas. Quem liga pro banco, precisa sentir segurança. Nas avaliações era o item sempre reclamado pelos usuários e clientes. Então o gerente achou por bem tirá-la do setor a fim de agilizar no atendimento telefônico. E telefonista não tem como saber certos detalhes. Então às vezes as coisas deixavam mesmo a desejar. E um cliente que não vai à agência, é sempre um a menos para perturbar in loco.
E lá ia Ju transitando pela agência. Com o aparelhinho na cintura e o headphone na cabeça. E como menina esperta, conseguia resolver muita coisa. Na verdade, quase tudo. Até ganhou um Louro José para colocar no fiozinho do telefone. Ela acabou fazendo muita falta no atendimento. Mas resolvia um absurdo de coisa na Aninha. Que foi assim batizado por causa da Ana Maria Braga.
Estarão livres de mim por uma semaninha. Somente... Alguém aí suspirou aliviado? Tudo bem. Eu sobrevivo. Às vezes até eu me canso de mim mesma. Tentarei recarregar baterias. Irei a um encontro de aposentados em Campos do Jordão. Espero encontrar colegas interessantes para ouvir e/ou relembrar boas estórias para escrever aqui. Deverei estar de volta sábado próximo. Não chorem crionças. I will be back. That is a promise...
Posted by Jack, at
4:30 AM
A fila única é aqui:
:.:.:.:.: Já que veio...
Segunda-feira, Maio 23, 2005
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(Causo fresquinho)
RC - the king
Podem me malhar no pelourinho. Confesso: nos áureos tempos da adolescência (tá bom já se vai muito, muito longe, eu sei... será que minha pena não prescreveu?) também gostava dele. Hoje pra mim, não fede nem cheira. Acho que está ultrapassado. Tipo morreu e esqueceu de deitar. Mas como diz o velho deitado (outro trocadilho): o que seria do amarelo se todos gostassem do azul?
Pois é. Essa colega pensa demais nele. Sim, exato. No rei. Idolatra. Ama de paixão. Compra tudo que é revista que diz algo a respeito. Inclusive seu e-mail é: rcflorzinha@provedor.com.br.
Ia (ainda deve ir) a todos os shows possíveis. Mas vivia se queixando da grana. Tem várias flores que segundo ela, RC atirou em sua direção. Diz (sim, ainda diz) para todos que um dia vai se casar com ele e tal. Até que ele ficou viúvo pela enézima vez (lá sei eu...).
Pois bem. Ele fará um show aqui na cidade. Minha filha veio contando que ela fez um escândalo. Que queria porque queria uma cadeira na primeira fila do show que será no Sesc. Já esgotado! Pelo menos a primeira fila, sim. Minha filha conhece o promoter do show. Falou que ela disse que precisa ficar na primeira fila. Que era gerente do banco que trabalhamos. Tentou dar uma ameaçadinha. Ou ela acha que ser gerente de banco é Deus... Assim como eu, ela nunca foi gerente. Aposentada há mais tempo inclusive. Deu pena, juro que deu...
Chutem o valor desta privilegiada primeira fila? Adivinhem? R$ 260,00... Eu hein? E tinha gente ligando e mandando reservar duas, três... Se estou assim, como estará a classe média? Piadinha interna... Aposentada! Tô bem abaixo desta classe...
Update:
 Você lembra do palhaço Arrelia? Não??? Hoje, quarta-feira, a tia Jurassic Jack escreve lá no Playground dos Dinossauros. É só uma clicadinha... Vai lá...
Posted by Jack, at
6:10 AM
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Quarta-feira, Maio 18, 2005
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(Causo inédito)
O agiota
Fulaninho era um mala. Nem lembrava mais dele. Esta semana o vi na rua. Tem coisas que tenho a impressão que ninguém irá acreditar quando eu escrever. Essa é uma dessas estórias que parece brincadeira ou pura mentira.
Já haviam me contado que ele chorava. Sim, chorava no banco. Fazia um fuzuê dos infernos quando contava suas tristes estórias. Bom, tristes pra quem, eu não sei. Acho que pra quem o ouvia. Porque o cara era muito rico. Agiota conhecido e bem enturmado numa associação grande aqui na cidade. A maioria acabava caindo nas suas garras. Os funcionários do clube o procuravam em situações ditas difíceis. Juros imorais e extorsivos.
Juro (sem trocadilho!) que não sei se ele procurava a gente pra chorar as pitangas por falta do que fazer. Ou... por sermos de certa forma, concorrentes... O que sei é que aconteceu comigo. Também. Sempre tive vocação pra pára-raios. Impressionante! Quando trabalhei sozinha no posto de serviço, ele me pegou pra Cristo. E como eu era o posto, e ele o único cliente naquele momento, tive que servir de ouvinte. Ele começou a contar uma estória a respeito do filho. Não era algo nem tão triste nem tão sério assim. Mas será que meu ouvido era penico? Só que, como já haviam me alertado, ele chorava. Sim, de pegar lenço pra enxugar lágrimas e assoar o nariz... Momento confissionário.
 Você pratica a cortesia? Não??? Hoje, quarta-feira, a tia Jurassic Jack lá no Playground dos Dinossauros, fala sobre isso. O que está esperando? Corre lá... É só uma clicadinha...
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6:31 AM
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Quarta-feira, Maio 11, 2005
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(Causo recontado)
A síndrome
Há uns trinta anos atrás o banco costumava premiar bons funcionários convidando-os a trabalhar na Tesouraria. Tinha uma comissão e tal. E dinheiro todo mundo quer. Nunca é demais, correto? Não saio por aí rasgando numerário, alguém sai? Era também uma espécie de estágio para ser caixa. Que naquele tempo era um posto bastante almejado. Hoje não é mais assim.
Boazinha trabalhou com meu marido nesse setor. Diziam que era um inferno. Agência Centro, agência grande e cheia de problemas. E além de tudo um chefe ranzinza completava o astral. Era até com um certo contra senso, pois deveria ser um prêmio, não um castigo. E normalmente as pessoas que pra lá iam eram tidas como funcionários especiais. Portanto se tornou um setor que tinha até um certo charme.
Só que eles contavam muito dinheiro. Que vinha de diversos lugares. Sesc, Sesi, Correios. Dinheiro sujo, velho, dilacerado, fedido... Contavam até 50. Recomeçavam para mais 50 para formar o que chamávamos de cintado (100 notas envoltas por uma cinta). Só que quando iam embora, o cérebro, acostumado àquela rotina de contar, contar, contar, continuava o quê? Contando é claro! Já ao sair do banco começavam a contar, mesmo que subliminarmente, tudo o que aparecia pela frente. Fila de ônibus, fila de carros estacionados nas ruas, fila de carros num eventual congestionamento, postes da via pública...
Daí o nome da tal síndrome... Síndrome de poste. Depois de algum tempo eles voltavam ao normal. Se é que alguém que trabalhou lá poderá se chamar normal novamente um dia...
 E hoje, como toda quarta-feira, tem post novo da tia Jurassic Jack lá no Playground dos Dinossauros. Você tomou Biotônico Fontoura? Então corre lá... É só uma clicadinha...
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6:28 AM
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Segunda-feira, Maio 09, 2005
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Causo biográfico verídico
Um pouco mais sobre Jack...
Às 12,50 horas do dia 9 de maio de 1955 nascia essa que lhes escreve. Depois de seis anos de casados. Após uma cirurgia de útero retro-verso. Augusto e Zezé tiveram sua primeira herdeira. Primeira filha, neta e sobrinha. Ele, bem mais velho do que ela. Foi pai quase na hora de ser avô. Tinha 39 anos.
Ele queria um menino. E chorou. Do lado de fora, na sala de espera. Quando a enfermeira veio avisar que havia nascido uma linda menina. Minha nervosa avó achou que ele estava chorando por não ser um menino. "Não chora Augusto, vocês podem tentar novamente", disse ela. Mas ele chorava tardiamente pela emoção de ser pai.
Nasci numa segunda-feira, como hoje. Após o dia das mães. E também aniversário de casamento de meus avós maternos. Ansiedade alta. Sempre é assim com todos os bebês. Imaginem após a longa espera. Então a torcida era pra eu nascer nesse dia. Mas como toda boa taurina, teimosa... Decidi que seria um dia mais nova!
Meu pai foi durão. Resolveu não dar um presente pra minha mãe no dia anterior. Afinal de contas eu não nascera ainda. Mas no dia 9, ele comprou um lindo corte de tecido. E mandou pra minha mãe com um cartãozinho mais ou menos assim: "Mamãe, desculpe o atraso. Feliz dia das mães, Leda Maria em 09/05/55."
E eu adoro esse causo...
Posted by Jack, at
6:37 AM
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Quarta-feira, Maio 04, 2005
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(Causo pré-histórico)
Terminal de saldos
Naquele tempo, dizia Jack a seus discípulos...
A coisa é tão antiga que de fato deveria começar este causo desta maneira. Aproximadamente ano de 1987 DC. Santos (SP) ainda não se trabalhava com o sistema on-line. Mas estava começando a chegar máquina de saldo por aqui. Um grande avanço, diga-se de passagem. Não estivéssemos tão próximos à capital do estado, já trabalhando no dito sistema. Avançadíssimo! Para aquele ano de Nosso Senhor Jesus Cristo, sim.
Como os clientes da cidade não estavam acostumados a tal progresso, o gerente estipulou uma escala de rodízio para ensinarmos a clientela a manusear a novidade. Mas a coisa era tão obsoleta, que alguns até diziam que tinha nos sobrado a sucata. Pra vocês terem uma noção: era mais ou menos parecido com essa parte metálica da ilustração. Só que acoplado numa base de madeira. Ele ficava à nossa frente, digamos, como que um fogão. Onde havia teclas com as funções básicas e o papel do saldo que saia. Desse jeitinho mesmo.
Notas saindo da máquina? Só um tempo depois. Dinheiro era só no caixa e com preenchimento de cheque. Essas máquinas multifuncionais de agora então, é coisa bem mais recente. Muito mais modernas. Devem ter sido sonho de consumo dos bank designers da época...
 E hoje, como toda quarta-feira, tem post novo da tia Jurassic Jack lá no Playground dos Dinossauros. Você gostava de circo? Então corre lá... É só uma clicadinha...
Posted by Jack, at
5:36 AM
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