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Jack by Jack
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Aventuras e desventuras de uma recém aposentada, enquanto trabalhadora de uma ilustre instituição financeira, por quase 27 anos de sua vida !!!
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Paixão é brasa
Que nunca aposenta
Vem e esquenta
Em qualquer tempo
És bela como luar
No firmamento
by Daniel Heldt, José
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Who came
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Since may, 16, 2004
online Dating
Since march, 31st 2005
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Quinta-feira, Abril 28, 2005
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(Causo verídico - coff, coff, coff)
A reforma
Colossal e absurda reforma. Isso mesmo, com todo mundo trabalhando... Agência de banco também tem que ser reformada. E com direito a todos os imprevistos acontecendo em tempo real, virtual e no horário de expediente. Se a gente tossia, cuspia tijolinhos. Se a gente espirrava, corria o risco de desconectar o modem da agência...
No primeiro final de semana prolongado (sexta-feira tinha sido feriado local), que eles trabalharam direto, até o banheiro das meninas eles usaram. E homem é fogo. Sabe como é: sem tocar a descarga, sem baixar a tampa. Imaginem a situação do nosso local privado (eita trocadilho infeliz) e exclusivo. Totalmente invadido...
Poeira, pedregulho no piso, que iria ser trocado. E ainda no final do expediente, a gente tinha que correr para fechar tudo. Pois os pedreiros queriam começar a trabalhar... Fechar o caixa e trancar gavetas e armários. Infelizmente todos são de confiança até que algo aconteça e prove o contrário. Com segurança bancária não se brinca, jamais.
Eu estava vendo a hora, que os rapazes da firma empreiteira iam abrir conta, assinar contratos, fazer financiamentos, ou ser avalistas dos clientes. Pois eles estavam começando a ficar habituados com o nosso linguajar financeiro característico!
 E meu post de quarta-feira no Playground dos Dinossauros, continua lá. Você soltava pipas? Sim??? Corre lá... É só uma clicadinha...
Posted by Jack, at
11:08 AM
A fila única é aqui:
:.:.:.:.: Já que veio...
Segunda-feira, Abril 25, 2005
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(Rotina bancária)
A pressa
Vocês conseguem imaginar como é a fila dos idosos, numa agência onde a grande maioria é idosa? Acho que será difícil explicar, mas é verdade. Minha agência era assim. Eles são ansiosos, apressados, atropelados, desconfiados, atrapalhados. Dia do pagamento então... Valha-me! Eles iam (com certeza ainda vão) mais de uma vez ao banco. Sempre para conferir o que já foi conferido e reconferido... No mesmo dia! Isso mesmo! Sem brincadeira.
Esquecem os óculos em casa quando querem ler e conferir extratos e saldos. Muitas vezes dava vontade de alfinetar verbalmente: eu mesma não saio de casa sem os meus, oras! E só tenho uma vistazinha cansada, básica. Imagine a exaustão da vista desse povo... Oh my god!
O city tour que acontecia era mais ou menos assim:
- querem saber quanto têm na conta, sem ao menos terem passado nas máquinas de saldo;
- querem saber o valor total das contas que querem pagar, sem ao menos terem aberto os envelopes das mesmas;
- querem saber o quanto sobra na conta, sem terem dado tempo pra gente somar o que querem pagar...
Será que a gente não merecia uma indenização por insalubridade? Ou periculosidade?
Update:
 E hoje, como toda quarta-feira, tem post novo da tia Jurassic Jack lá no Playground dos Dinossauros. Você soltava pipas? Sim??? Então corre lá... É só uma clicadinha...
Posted by Jack, at
11:53 AM
A fila única é aqui:
:.:.:.:.: Já que veio...
Quarta-feira, Abril 20, 2005
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(Causo inédito, eu acho!)
Perna mecânica na porta giratória
O sujeito era já um tanto ou quanto revoltado. A gente percebia só ao atendê-lo. Mal humorado. Visivelmente irritado, arisco. Falava muito alto. Sempre. Era praticamente o seu normal. Tentou um dia passar pela porta giratória. Sem sucesso, pois a dita cuja apitava. Ele voltava pra trás e vinha de novo. E a porta apitava novamente.
Ficaram assim um tempinho. É obrigação do vigia não deixar uma pessoa entrar, quando o mecanismo é acionado. Significa que possui um nível xis de metais e tal. Vocês podem até achar que eles controlam. Mas na minha agência, eles não faziam isso.
Então ele queria entrar, porque queria e pronto. Ameaçou, esperneou, xingou o vigilante. No auge da irritação, tirou a prótese. Sim, isso mesmo! E começou a bater desesperadamente com ela na porta que era de vidro. A gente do lado de dentro trabalhando, mal pode acreditar no que nossos olhos estavam vendo. Foi hilário, ridículo, tudo o que se possa dizer. Parece até mentira, não é?
Seria patético ou cômico se não fosse bizarro. A perna acabou girando na porta mecânica...
 E hoje, como toda quarta-feira, tem post novo da tia Jurassic Jack lá no Playground dos Dinossauros. Você ia a parques de diversões? Ia??? Passa lá!!! Só custa uma clicadinha...
Posted by Jack, at
11:46 AM
A fila única é aqui:
:.:.:.:.: Já que veio...
Domingo, Abril 17, 2005
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(Causo verídico recontado)
O fumante
Este fato aconteceu com uma amiga lá nos rincões do Rio Grande do Sul. Antigamente colegas eram provisoriamente mandados para lugares distantes onde havia falta de funcionários. O banco dava uma espécie de incentivo para aqueles que queriam se aventurar por outras paragens. Isto chamava-se adição.
Na tal cidade os moradores eram todos muito honestos. Mas quase sem nenhuma educação formal. Quando tinham que ir ao banco, levavam um papelucho com sua própria assinatura nele. A fim de copiá-la. Assim simplificariam na hora de serem atendidos. Senão só o tempo que o caixa esperaria por uma assinatura...
Seu José ficou tempo demais naquela fila. Quando chegou sua vez no guichê, o caixa precisou de sua assinatura. Ele se atrapalhou na hora de fazê-la. Sabedor do tal papel, o caixa perguntou:
- Seu José, cadê seu papelzinho?
- Ih minha filha, fiquei tanto tempo nesta fila, pitei...
Hoje em dia ninguém pode mais fumar dentro das agências bancárias. Inclusive os funcionários. Achei ótima a medida quando foi tomada. Mas ao mesmo tempo não se pode proibir o fumo. Eles sempre saiam cinco minutinhos quando queriam fumar...
Posted by Jack, at
1:15 PM
A fila única é aqui:
:.:.:.:.: Já que veio...
Quarta-feira, Abril 13, 2005
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(Post não póstumo)
Satânico doutor Kikuzinho
Diminutivo pejorativo sim! Ele mereceu e se esforçou muuuuuito. Todos os dias esta praga fez por merecer muito mais do que isso. Era o cramulhão em forma de chefe. Capeta em forma de guri. Tudo de ruim que uma pessoa possa ser. E esse cara foi meu gerente duas vezes. Isso mesmo: twice! Sim amigos, o raio cai sim mais de uma vez na nossa cabeça, sabiam? Podem acreditar. Depois dessa, acredito até em Papai Noel.
Não gostava dele. E sabia que era recíproco. Um alívio até. Pois normalmente não consigo disfarçar sentimentos. Sou excessivamente transparente. Normalmente se tento dizer algo diferente do que penso meu olhar, minha voz, tudo me denuncia. Era público e notório a falta de sintonia em tudo, principalmente no que dizia respeito a serviço. Então era realmente muito difícil conviver.
Mas como todo caçador tem seu dia de caçado... Uma outra agência onde ele trabalhou se incumbiu da vingança. Maligna, com certeza. Tinha o maledeto um carro importado, todo bacana. O povo amava tanto, mas tanto o idolatrado salve-salve, que colocou super bonder na fechadura do bólido. E ficaram escondidinhos aguardando sua reação. Imaginando de onde teria surgido a idéia, não vociferou nem latiu. Quem cala, consente...
 E hoje, como toda quarta-feira, tem post novo da tia Jurassic Jack lá no Playground dos Dinossauros. Você brincou de escolinha? Passa lá!!!
Posted by Jack, at
11:47 AM
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:.:.:.:.: Já que veio...
Domingo, Abril 10, 2005
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(Causo reescrito)
Lalinho
Esse causo superou alguns outros sobre nomes esquisitos. Lalinho trabalhava num posto de serviço no entreposto de pesca. Como centralizávamos tudo ao que se referia a telex, as ordens de pagamentos tomadas nos postos, eram transmitidas para o nosso setor via telefone. E por motivo de segurança, era feita uma chave para controle. Então todos os dados deveriam conferir. Sobretudo o nome do favorecido. Senão, a chave não batia. E perdoem, mas era cada nomículo... Muitas vezes tínhamos que soletrar.
Nesse dia, ele ia transmitir pra mim umas dez ou doze ordens. Normalmente eram pessoas embarcadas aqui que mandavam dinheiro para a família em várias cidades do país. Esta em especial nos rendeu boas e sonoras gargalhadas. Até hoje quando o encontro, a gente brinca com esse surreal diálogo:
- Favorecido: JUCERDA
- Como, Lalinho?
- Jucerda
- Isso é nome?
- Sim (rindo): Jacaré Urubu Cachorro Elefante Rinoceronte Dromedário Animal...
- Ah, tá! Agora entendi: JUCERDA ...
- Isso mesmo!!!
E brincávamos, claro! A gente sempre imaginava os nomes estranhos como se fossem mistura de nome do pai com nome da mãe. Comecei a rir e falei para ele:
- Ah, já sei: pai Juscelino... E a mãe? Merda!!!
Não me ocorreu outra coisa... Eu babei no manuscrito. Contaram-me depois que Lalinho quase caiu da cadeira lá no entreposto.
 A felicidade é algo impossível? Ou a gente consegue encontrá-la? Tem post novo lá no E o tema é... Dá uma clicadinha... Apareça por lá...
Posted by Jack, at
6:33 AM
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Quarta-feira, Abril 06, 2005
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O estivador
Essa colega tinha paciência e extrema facilidade em lidar com as pessoas mais simples. Aliás na minha opinião, são mesmo as mais fáceis de lidar. Pois aquelas que têm um pouco mais de dinheiro sempre acham que tem cultura e inteligência. E sabemos que não é bem assim. Cultura não significa educação. Muito menos pobreza e simplicidade significam falta desta.
Pois bem. Neste caso específico, ela já havia explicado tudo sobre o empréstimo. O cliente (um estivador imenso, que mais parecia um armário), disse ter entendido. Feito o crédito, um tempo após começariam a ser descontadas as parcelas. Não sei dizer o que ocorreu. Mas entendo que ele não deva ter deixado saldo na conta para saldar a primeira parcela. E voltou para reclamar que seu talão de cheques estaria bloqueado.
A colega, agora também aposentada, tem uma voz um tanto ou quanto grave. Bem baixinha em estatura, mas a sua voz... Forte como um trovão! Estava ela explicando o que teria ocorrido. Quem passa pelo local? Gerente geral é lógico, né? Poderia ser outra pessoa? Segundo a testemunha que me contou o causo ela estaria realmente gritando, muito brava com o rapaz. Quase batendo nele. Para quem não sabia o que estava acontecendo, parecia um total desrespeito. O big boss mandou chamá-la. E a tirou daquele setor. Mas quem sabia do caso, da famosa paciência dela em explicar tudo nos mínimos detalhes... Até a entendia em sua fúria voraz. Gerentes dificilmente têm a sensibilidade de perceber qual pessoa serve pra tal lugar...
 Hoje, como toda quarta-feira, tem post novo da tia Jurassic Jack lá no Playground dos Dinossauros. Post sobre João Paulo II. Passa lá!!!
Posted by Jack, at
6:13 AM
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Sexta-feira, Abril 01, 2005
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Primeiro de abril photoshóptico
Esse colega é uma figura. Pra vocês terem uma idéia, ele iniciava o expediente com aquela musiquinha típica de circo. Só faltava a gente dizer: Respeitável público!!! Bom, mesmo porque tinha dias que a gente se sentia o próprio palhaço no picadeiro. Mas como todo caçador tem seu dia de caça... Às vezes a gente se sentia a própria platéia também. No dia que os clientes eram o espetáculo. Mas isso agora não vem ao caso.
Voltando. Por um acaso do destino teve um casamento na cidade da filha de um dos nossos clientes mais chatos. Seu apelido era o mala. Assim. Basicamente chato, pentelho, um mala redondo e sem alça. E num jornal local, saiu sua foto abraçando a esposa. Numa outra oportunidade, uma colega da agência, tinha saído agarradinha com o marido. Esse rapaz teve acesso às fotos. Nos primórdios do photoshop ou outro programinha similar, o que fez nosso amigo? Tirou a esposa do mala e o marido da colega das respectivas fotos. Juntou A com B. E tcharannnn... Voilá! Colocou no nosso mural interno, essa montagem.
Tinha outra foto também. De uma outra colega. Com um outro cliente muito, mas muito bonito. Lindão, eu diria. Raras vezes eu ri tanto na vida.
- Primeiro: porque a gente desconhecia que alguém conseguiria fazer aquilo no computador;
- Segundo: a cara de dona Cecil quando se viu agarradinha com o mala... Choramos...
Posted by Jack, at
6:45 AM
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:.:.:.:.: Já que veio...
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