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Jack by Jack
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Aventuras e desventuras de uma recém aposentada, enquanto trabalhadora de uma ilustre instituição financeira, por quase 27 anos de sua vida !!!
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Mail
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Gifts
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Paixão é brasa
Que nunca aposenta
Vem e esquenta
Em qualquer tempo
És bela como luar
No firmamento
by Daniel Heldt, José
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Who came
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Since may, 16, 2004
online Dating
Since march, 31st 2005
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Segunda-feira, Março 28, 2005
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Luizinho by night
Voltando a saga dos apelidos. Sempre tive mania de apelidar meus colegas. Aliás sou daquelas pessoas que sempre acha que alguém é parecido com alguma outra pessoa. E daí normalmente acabava surgindo talvez os mais engraçados apelidos. Mas nada tão cruel que a própria pessoa não pudesse saber. Normalmente eu mesma os chamava pelos apelidos que inventava. Até os outros acabavam adotando.
Luizinho era uma figura incrível. Já o conhecia. De há muito. Quando veio parar na minha agência. Havia sido descomissionado. Essas encruzilhadas do destino. Arrumou uma peruca de touro. Que queria a todo custo superar, lógico. Dessas coisas que a vida apronta com algumas pessoas. Meu gerente na época o aceitou como posto efetivo.
Reza a lenda, que ele ia a todas as baladas possíveis e imagináveis em território santista. Para ir à forra mesmo. E tinha dias, que aparecia para trabalhar como quem estava vindo direto da festa. Não custou muito apelidá-lo de Luizinho by night. Aparecia com cada camisa para trabalhar, que valha-me Nossa Senhora Aparecida, viu? Parecia que estávamos voltando ao túnel do tempo. Aos tempos da brilhantina. Camisas que ofuscavam a vista à luz do dia. E para acompanhar o modelito, claro, nada mais apropriado que enormes óculos escuros. Inclusive para disfarçar suas olheiras. Decorrentes da farra da noite anterior.
UPDATE: Hoje, como toda quarta-feira, tem post novo da tia Jurassic Jack lá no Playground dos Dinossauros. Alguém se lembra do primeiro homem que pousou na lua? Passa lá!!!
Posted by Jack, at
7:03 AM
A fila única é aqui:
:.:.:.:.: Já que veio...
Quarta-feira, Março 23, 2005
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A pílula azul
Esse colega está aposentado há uns quinze anos talvez. Tenho-o visto sempre nas minhas matinais caminhadas. Longelíneo, porte de atleta, todo aprumadinho, tênis sempre combinando com a meia... Cabelinho pintado... (nisso é que me pego! Acho simplesmente horrível...) Tenta manter-se com uma aparência o mais possível jovial. Mas nem tudo permanece jovem. Infelizmente é verdade. E o que se vê, é uma total e absurda mania de aparentar uma coisa que na realidade já ficou pra trás. O que na verdade é uma grande bobagem, no meu ponto de vista.
Fico até com dó de contar (que é isso, Jack? Dor na consciência agora não, por favor). Mas é verdade. Quem me contou, viu. Não sei se pessoalmente ou pela câmera de vídeo do sistema de segurança do banco. Garantiu que ele foi tirar um extrato nos terminais da agência Gonzaga. Descuidado, deixou uma caixa daquela famosa pílula azul. Conhecida por fazer um enorme sucesso entre os homens, digamos maduros. E da mulherada também, por que não?
Era casado, que me lembre. Desconheço seu atual estado civil. A única coisa que estranho é essa mania que algumas pessoas têm de tentar a todo custo se manter meninos. Assumir a idade é tão importante... Precisa-se manter a mente jovem e atualizada. Estou errada?
Desconheço se ele voltou pra reclamar a cartelinha esquecida...
 Hoje, como toda quarta-feira, tem post novo da tia Jurassic Jack lá no Playground dos Dinossauros. Passa lá!!!
Posted by Jack, at
11:14 AM
A fila única é aqui:
:.:.:.:.: Já que veio...
Domingo, Março 20, 2005
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João Vesgo
Esse senhorzinho era (sim, era... Deus o tenha!) completamente vesgo. Sabe aquela vesguice que incomoda? Que a gente nem pode se concentrar direito quando fala com a pessoa? Aquela coisa mais forte do que a gente? Pois é. Mesmo querendo disfarçar, a gente não consegue sequer parar de olhar. Você disfarça, mas seus olhos insistem em ficar olhando.
Até que um belo e maravilhoso dia ele se desentortou. Na minha frente. Sou testemunha ocular e auditiva. Sim, porque o olho torto parece que fez ploct quando voltou ao normal. Tudo bem que, momentaneamente... Mas por alguns segundos pude ver os olhinhos do seo João no prumo!
Explicando: uma estagiária, por conta da falta de uma chamada de atenção do chefe, chegou pra trabalhar de shortinho, saia-calça, sei lá o que era aquilo... Mas bem curtinha. Estava atendendo na mesinha esse dia. E a turba nunca espera a sua vez. Ainda não tínhamos sistema se senha ou algo mais civilizado. Não esperavam mesmo. Eles se aglomeram ao redor da gente, na plataforma de atendimento e se tumultuam eles próprios. Entre eles. Eu atendendo outra pessoa e seo João aguardando. Eis que surge a menina do short curto. Abaixa-se pra pegar um cartão de autógrafo que havia caído no chão. Juro por Deus: fez-se o milagre! Por alguns décimos de segundo, os olhinhos estrábicos do velhinho se normalizaram. O que é a natureza humana...
Posted by Jack, at
7:59 AM
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:.:.:.:.: Já que veio...
Quarta-feira, Março 16, 2005
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Maria Delícia
Essa senhorinha era muito bonitinha. Toda arrumadinha... Alinhada, educada, gentil, agradável, aliás como a maioria das minhas velhinhas o era. Fui eu quem abriu sua conta. Estranhei o nome, mãe ele constava em todos os seus documentos. Mas me calei. Viúva de funcionário da petroleira. Não ousei perguntar o porquê do nome. Simplesmente ouvi algumas brincadeiras dos colegas:
1 - se o marido a achava muito gostosa,
2 - se sua mãe era fã de margarina...
E por aí foi, toda sorte de gracinhas.
Pessoa de uma certa idade é assim: quando se identifica com a gente... Carregamos para todo sempre, amém. Eles sempre querem que a gente os atenda, veja suas coisas, aconselhe, auxilie... Só faltava passarem procuração pra gente. Mas sempre soube que isso fazia parte... Principalmente entre os mais idosos.
Sempre achei esquisito esse nome. Mas sempre agi como se um nome comum fora. Até que um dia sua empregada foi me procurar. Dona Delícia estava doente. Pediu pra ela ir buscar um talão de cheques. Quando minha ficha retardada caiu (dannn!), percebi que todos os seus documentos tinham sido vítimas de um erro de digitação. Ou não. Talvez simplesmente a certidão. O resto foi conseqüência.
- Dona Felícia mandou procurá-la. Ela está acamada e precisa de um talão de cheques.
 Alguém se lembra o que é footing? Hoje, como toda quarta-feira, tem post novo da tia Jurassic Jack lá no Playground dos Dinossauros. Passa lá!!!
Posted by Jack, at
7:24 AM
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Domingo, Março 13, 2005
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O fantasma da ópera
Quem me contou me convenceu que foi verdade. Que de fato aconteceu. Que até hoje ela tem medo da coisa. Que se arrepiou inclusive ao me contar.
Há não muito tempo aconteceu um assassinato dentro da agência centro. Dois vigilantes se estranharam e se balearam no segundo andar. Um morreu na hora. E o outro se salvou. Naquele tempo os vigilantes carregavam com eles um aparelhinho feito pra ser conferido pela chefia. Se ele havia realmente passado pelos pontos considerados críticos da agência. Cada local (dois ou três por andar) pré-determinado possuía uma chave, que seria rodado dentro desse aparelho, que parecia um despertador. Deixava uma marca. Ficava gravado dia, mês, ano e hora que o vigia teria passado pelo tal ponto estratégico.
Quase sempre essa colega ficava até mais tarde. Fazia cálculos judiciais do fundo de garantia. E achava que o serviço rendia mais estando sozinha. Telefones não tocavam, ninguém interrompia, etc. Nesse dia, uma certa hora ela percebeu um vulto passar, fazer o barulho no aparelhinho e sair. Ela nem olhou. Continuou fazendo seus cálculos. Só que à sua saída, o vigilante apagou a luz da sala ao lado de onde ela estava. Ela ainda o chamou, pra avisar que ela ainda estava ali. Sem resposta. Só ouviu então ela o plim do elevador abrindo a porta, fechando e o elevador descendo.
Pegou o telefone e avisou pro vigia da portaria que o companheiro dele naquela noite era muito mal educado. O rapaz disse que o colega estava com ele lá embaixo e que o elevador havia descido sozinho. Não demorou quase nada. Subiu rapidamente e pediu para que ela saísse imediatamente do prédio. Contou a ela que outras pessoas já haviam notado a presença.
Não mais ficou sozinha. Quando o último saía, ela prontamente fechava tudo e se encaminhava também para não mais ficar nos cálculos...
 Qual o efeito que a música tem sobre você? Hoje tem post da Jack lá no E o tema é... Dá uma clicadinha... Apareça por lá...
Posted by Jack, at
7:19 AM
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Quarta-feira, Março 09, 2005
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O bug do milênio
Foi uma das maiores mentiras que vi na minha vida profissional. Seria o dia primeiro de janeiro do ano de 2000 o causador do caos bancário? Inferno na Terra? Dinheiro sumiria? Seria realmente o tão falado final dos tempos? Bom, para nós funcionários, seria ótimo se os próprios donos do dinheiro sumissem. Aqueles mais chatos, principalmente. Será que nossas preces seriam atendidas? Sabia que não... Bancário normalmente não tem essa sorte.
Seríamos cobaias e reféns de mister Gates? Era o que ouvíamos. Todo santo dia chegava instrução nova. Era um tal de imprimir coisa nova toda hora. Nunca vi a agência gastar tanto papel. Um tempo antes já trabalhávamos com o ano em quatro dígitos. Pois o bug se daria porque o ano apareceria zerado, tipo 00 (zero zero). Os computadores não reconheceriam isso como ano 2000 e sim como 1900. Bom, salvo os mais velhinhos (bota velhinho nisso...) nem nossos clientes eram nascidos. E olha que tínhamos gente bem velha... Ia ser a pior catástrofe. Nem Nostradamus teria previsto.
Milhões de reais foram gastos. Não somente pelo sistema bancário. Por muita gente. E finalmente, como dizíamos, o melhor é que nada aconteça. E não aconteceu... Depois de tanta pressão psicológica, quem poderia imaginar?
 Alguém se lembra dos bailinhos antigos? Hoje, dia 9 de março, como toda quarta-feira, tem post novo da tia Jurassic Jack lá no Playground dos Dinossauros. Passa lá!!!
Posted by Jack, at
7:20 AM
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Domingo, Março 06, 2005
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São Judas Tadeu
Parece sacrilégio. Mas não é. Vocês entenderão por quê. Um caixa pra fazer bater o caixa no final do dia, apela pra tudo. Até santo da igreja católica vira amuleto. Mas tem uma estória. Que faz até sentido. Vocês verão. Fato verídico!
Os pais de uma colega estavam comprando uma fazenda. Naquele tempo, o proprietário do imóvel queria o pagamento em espécie. Dinheiro vivo mesmo. Nota sobre nota. In cash. Visto isto, o casal seguiu de carro para lá. Com a grana preta escondida no carro. Foram vítimas de um assalto à beira da estrada. Espertos que eram, ou sei lá o que, deram o dinheiro das carteiras. E o assaltante se contentou com aquilo e foi embora. Nisso, dona Maria Jack (uma quase xará) fez uma promessa: se o meliante não descobrisse o resto do dinheiro, ela batizaria a fazenda de São Judas Tadeu. Santo de sua devoção e que àquela hora os tinha ajudado. Nada mais justo.
Daí quando essa amiga fez o curso de caixa, também levou sua imagenzinha de São Judas pro guichê. Contando pra gente o que havia acontecido. Só que a coisa pegou. Virou modinha. Tomou proporções diferentes. Todas nós queríamos essa proteção também. Mas rezava a lenda que o santo tinha que ser ganho de presente. Não adiantava comprar. Aí virou folclore presentearmos o santinho.
Eu fiz a minha parte! Antes de aposentar, dei cinco cursos de caixa. Comprei São Judas para todos... Por via das dúvidas...
 E hoje tem reestréia do E o tema é... Dá uma clicadinha... O tema desta semana é Prazeres da Vida... Apareça por lá...
Posted by Jack, at
6:23 AM
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Quarta-feira, Março 02, 2005
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Ordem do exterior
Essa foi uma novidade implantada pelo banco poucos anos antes de eu sair. Era um convênio com um banco no exterior que enviava ordens de pagamento via sistema. Como estava no caixa, pouco sei do procedimento para explicar. Mas tínhamos um método específico pra isso. As pessoas em busca dessa grana se apresentavam a plataforma de atendimento. Só depois se dirigiam a bateria. Eles faziam tudo e o pagamento era com a gente. Sem precisar do setor de câmbio. Isso era bom, pois minha agência era pequena e não tínhamos esse setor.
Os meninos mais novinhos começaram a especular. Sabe como são os rapazes... Depois mulher é que é fofoqueira. As garotas que começaram a aparecer para receber o dinheiro. Vestiam-se e portavam-se de certa e mesma estranha maneira. Chamavam realmente a atenção. Maquiagem acentuada, saias curtas, saltos muito altos, calças muito justas. Quase tipo: vestidas para matar. Bom, eu sei que vocês me entenderam.
Começaram então as conjecturas. Os risinhos nos bastidores... A gente não podia evitar. A gente trabalhava tanto, tínhamos que ter algo para nos divertir um pouco não é mesmo? Seriam elas as moças da famosa difícil vida fácil? Pois acho que vimos somente um homem receber a ordem naquela agência. E ele era estranho também. Falava alto, parecia que brigava. Todas as outras eram meninas. Lógico que a suspeita se instalou. E não podíamos perguntar ou coisa assim. Só nos restava uma forte e decidida suspeita...
E hoje, dia 2, como toda quarta-feira, tem post novo da tia Jurassic Jack lá no Playground dos Dinossauros. Alguém se lembra da talidomida? Passa lá!!!
Posted by Jack, at
7:01 AM
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