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Jack by Jack
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Aventuras e desventuras de uma recém aposentada, enquanto trabalhadora de uma ilustre instituição financeira, por quase 27 anos de sua vida !!!
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Jack in summer
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Mail
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Gifts
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Paixão é brasa
Que nunca aposenta
Vem e esquenta
Em qualquer tempo
És bela como luar
No firmamento
by Daniel Heldt, José
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Sábado, Fevereiro 26, 2005
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Cecil
Realmente o setor de telex dá o que falar. Se contar todos os posts em que me refiro a ele, talvez vocês até já estejam cansados. Sei que alguns dinos adoram. Pois podem relembrar algo que já viram ou trabalharam. Mas foi talvez a minha época mais descompromissada dentro do banco. A gente tinha que prestar muita atenção. Mas nada de lidar diretamente com dinheiro. Que foi realmente uma época mais responsável. E também mais estressante. Pois ter que lidar com o público não é pra qualquer um. As coisas que ouvíamos e tínhamos que engolir...
Cecil era funcionária no mesmo período que eu. Realmente trabalhávamos, digamos, com uma pequena sobra de contingente nessa época. Às vezes tínhamos menos máquinas de telex que colegas no setor. Assim ficava difícil sentar para fazer o serviço. E é lógico, tinha coisas para fitar, conferir e transmitir. Cada uma tinha sua preferência. Que nem sempre podiam ser satisfeitas. Essa minha amiga gostava de fitar. Que consistia pegar o texto a ser transmitido e transformá-lo em uma espécie de código. Digitando o texto perfurava uma fitinha amarela. Ficava essa fita como que em código. Tipo braille, digamos. Não sei se me fiz entender. Talvez não pra quem nunca tenha visto esta bobina.
Nesse dia, faltou energia no prédio. Ainda não tínhamos o centro de computação, que exigiu que tivéssemos gerador próprio. Nesse exato momento Cecil saiu correndo. Pegou um monte de serviço e disparou em direção à máquina fitadora. Só que o botão não acendeu, lógico... Ela olhou pra nós, e já havíamos percebido que ela havia sido enganada pela própria ansiedade. Outro dia relembramos o fato. Ela ainda riu muito.
Clique em Kotipelto com o mouse... É divertido!
Adote você também um bichinho virtual!!!
Posted by Jack, em
6:45 PM
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Quarta-feira, Fevereiro 23, 2005
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English man
Além da fila única, ultimamente tínhamos no banco também a já famosa fila dos idosos. O povo nunca quis ser tão velho. Só para usufruir dessa regalia. É incrível como o brasileiro quer sempre levar vantagem. De tudo que puder, sem deixar passar nada. Só que uma fila com pessoas de mais idade (sem ofensas), demora mais que a normal. Sim! Normalmente a atenção que o funcionário tem que despender ao velhinho, como a gente carinhosamente os chamava, é sempre maior. Mas mesmo assim todo aquele que se julgava apto àquela fila, era lá que queria ficar. Na ilusão de que talvez fosse atendido antes. O que nem sempre era verdade.
Assim, já havia percebido esse senhor que, além de não ser cliente, ficava nesta fila. E nosso gerente havia dito, àquela ocasião, que evitássemos receber contas. Era muito grande o afluxo de pessoas. A medida tinha como finalidade tentar agilizar o atendimento. E ele entrava só para pagar contas que, na verdade, nem dele eram. Sempre questionava pro colega que atendia a tal fila. Respondia que o velho não falava português. Ah tá! - pensava.
Até que meu dia chegou. Atendendo os idosos. O dito entrou na minha fila. Não cliente que não falava a minha língua. Ok, old man! Chegando sua vez olhei todas as contas. Argumentei que aquelas contas tinham que ser pagas nas máquinas. Ordem da gerência. Olhou pra mim com cara de desentendido. I don't understand! Ah é, figura? Então não tive dúvidas. Expliquei no meu inglês macarrônico, que seria a última vez que receberia aquelas contas.
Lembrei do caso, pois o vi há alguns dias atrás. Conversando animadamente com duas pessoas na rua. Estariam falando em inglês? Pena eu não estar a pé para passar bem pertinho pra ouvir...
E hoje, dia 23, como toda quarta-feira, tem post novo da tia Jurassic Jack lá no Playground dos Dinossauros. Alguém se lembra do Amigo da Onça? Passa lá!!!
Posted by Jack, em
9:37 AM
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Sábado, Fevereiro 19, 2005
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Golpe do olho gordo
Já havíamos ouvido a respeito. Muito. Até a mídia falada, escrita e televisada já comentava sobre. Imagine o que já havíamos recebido de alertas e instruções do próprio banco. Mas tinha que acontecer com a gente, não é? Coisas do destino. Vai saber... Prevenido a gente estava. Mas essas e outras são daquelas coisas que a gente sempre pensa que nunca, nunquinha vai acontecer. Não com a gente.
Explicando: o golpista liga para um empresário acostumado a negócios de risco. Explica que ele tem uma oportunidade única, e quer que seja o primeiro a ter ciência, e tal. Que o preço está ótimo (realmente oferece um produto a um preço que faz crescer o olho do dito cujo). Que o preço da mercadoria está sem concorrência na praça. Mas (sempre tem um mas...), ele não tem tempo. Que tempo é dinheiro e que, para segurar o negócio, ele precisa logo do dinheiro para poder encerrar a venda. Dá o nome e número de uma agência próxima dele. Pede que o empresário mande uma ordem de pagamento. Com urgência. Que o pedido será entregue dia seguinte.
O fato: Dia de movimento normal. O meliante se apresenta no caixa para receber uma ordem de pagamento. Ju pega a ordem. Valor alto. Pede o RG. Confere a assinatura e outros procedimentos de praxe. Pede um visto do chefe (pois valores elevados precisam disto). Assinatura confere. Tudo aparentemente correto. Por sorte ela bate o olho e percebe algo estranho no documento. A cidade de nascimento está assim: Cutia (SP). Erro crasso. Por causa deste erro de escrita (o nome correto da cidade é Cotia), ela resolve observar mais detalhadamente o RG. Percebe então que é falso. A cor estava meio diferente. E parece coisa plastificada muito recentemente. Pede um minutinho pro fulano. Mostra para os outros colegas o tal papel plastificado. Concordamos que aquilo não é documento original.
Nisso passa pelo burburinho, o gerente geral. Pega a gente fazendo conjecturas... Não teve dúvida. Foi questionar o golpista. Perguntou algo sobre o dinheiro. Tentando ganhar tempo. Pois, conforme a resposta, ligaríamos para o emitente da ordem. Este simplesmente saiu andando. Claro! Percebeu que havíamos notado algo errado. Não é que meu gerente saiu correndo atrás dele? Sim uns dois ou três quarteirões ainda. Voltou exausto, mas orgulhoso. Pois o dinheiro, pelo menos dali, o camarada não tinha conseguido levar...
Obrigada, BloggerMan!!!
Tudo bem que você me chamou de velha... Aceito, não somente por ser o mais puro e fiel retrato da realidade, mas também porque acho que você é um de nós... (hehehe)
Agradeço também o carinho de todos que aqui vieram.
Posted by Jack, em
3:45 AM
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Quarta-feira, Fevereiro 16, 2005
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O telex
Como vocês já estão carecas de saber, trabalhei muitos anos no setor de telex. Antigamente, imprescindível. As coisas progrediam com menos agilidade. Depois acabou ficando totalmente ultrapassado com a chegada do "sistema on-line" para crédito em conta corrente. Este sistema, muito mais rápido, mais ágil e sem intermediário. No caixa o cliente ou mesmo o usuário resolvia tudo. E lá longe, o parente ou amigo já podia até sacar o dinheirinho... Fácil assim. Como num passe de mágica, como diziam. Antes do on-line, usava-se ordem de pagamento para o envio de dinheiro. O progresso acabou por fazer a extinção deste dinossauro, precursor da internet, talvez.
Eu, pessoalmente, adorava! E sempre existia a possibilidade de se falar com alguém do outro lado do mundo, então... Era um fascínio! Tínhamos nossa rede interna. Uma máquina ligada no chamado ponto-a-ponto. Que o banco pedia inclusive, para darmos preferência no uso. Por não pagarmos conta para a Embratel. Esta rede era privativa do banco. E existia nas principais cidades do país e do mundo, onde tínhamos agência. E em épocas de menos serviço, a gente sempre dava um jeitinho de perguntar alguma coisa para quem estava do outro lado da linha. Se a mensagem tinha sido bem recebida. Tal e coisa, coisa e tal... Acabávamos perguntando sobre o tempo. Sempre banalidades. Papo vai, papo vem, acabávamos arrumando algum correspondente.
Talvez eu já antecipasse o significado que teria a internet em nossas vidas... É sempre bom fazer amigos!
E hoje, dia 16 de fevereiro, como toda quarta-feira, tem post novo da tia Jurassic Jack lá no Playground dos Dinossauros. Dê uma clicadinha aí! Vocês lembram o nome daquela coisa? Sim, quantas coisas mesmo mudaram de nome? Corre lá!!!
Posted by Jack, em
6:18 AM
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Sábado, Fevereiro 12, 2005
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O calote
Apesar de toda a experiência que achava que tinha na época, fui vítima de um golpezinho barato. E saibam vocês que eu me odiei naquele dia. Aquela mulherzinha. Aquele prejuízo. Aquela maldita conta de celular. Prejuízo moral, pois meu chefe não deixou que eu pagasse o pato. Ou seria a conta? Enfim...
O banco para o qual trabalhei tinha um posto nessa associação de classe. Quando lá começou era uma agência nem tão pequena assim. Foi diminuindo à medida que a automatização se agigantou e o posto virou alvo de assaltantes. Patrão rico não é bobo... Ah, mas não é mesmo! Tínhamos, via de regra, um bom relacionamento com todos. Pra mim, sem exceção, até esse fatídico dia. Eu era o posto. Nessa época a coisa tinha reduzido tanto, que eu sozinha era o posto bancário.
Lori passou na porta. O posto ainda fechado, mas eu já estava lá dentro. Pediu para que eu autenticasse uma conta de celular. Pois ela tinha que provar pra alguém que estava pago. Enrolada que só. Que o dinheiro logo estaria na conta dela. Autentiquei a tal conta em confiança e o saldo da conta não me permitiu fazer o saque. Aguardei. Até o final do dia, o dinheiro não apareceu e ela também sumiu. Você depositou? Nem ela. Nem ninguém! Final do dia, lógico, faltou essa grana no meu caixa. Liguei para o chefe na agência. A conta de Lori já estava apresentando problemas há muito. E iria para prejuízo. Já estava no negativo, só estourei um pouquinho mais... Com autorização dele, claro. Logo a conta foi pro no setor jurídico. Negociação, parcelamento e tudo o mais... E ela ainda enrolou um colega para ser o fiador. Preciso contar quem pagou o débito?
Posted by Jack, em
8:37 AM
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Segunda-feira, Fevereiro 07, 2005
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Jogo da bolsa
A brincadeira começou a 14 de janeiro, lá. E está rodando o mundo. Ficou tão séria que virou um blog super chic: clique aqui. Vai lá conhecer...
Resolvi então tirar uma foto do meu kit básico de sobrevivência e ver se consigo algumas seguidoras... Minha bolsa contém os seguintes itens:
- Carteira (sempre com muito pouco dinheiro. Claro, sou aposentada!), celular, chave do carro, chave de casa, porta cartões, caneta, kit "dental care" (por causa da minha "ortose"), óculos para perto sobressalentes (vai que eu esqueço o principal em casa...), lixa de unha, óculos escuros (imprescindíveis), porta documentos, CD's preferidos: Kotipelto (amor musical: lindo, loiro, finlandês, baixinho e de uma voz fenomenal...) e Sonata Arctica (minha mais recente aquisição e também minha mais nova paixão musical) e meu livro de Inglês (sim, eu ainda faço aulas. Estava ainda na bolsa, minha aula é as quintas-feiras).
Vamos lá, meninas: mostrem a sua! Sem medo! O jogo pode ser muito engraçado e bem interessante. Dizem que nossa bolsa diz muito sobre nós... Será verdade? Os meninos, que porventura aparecerem por aqui, poderão mostrar suas capangas, suas mochilas, suas carteiras... Enfim. Só não vale faxinar antes, ok?
Posted by Jack, em
9:27 PM
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Quarta-feira, Fevereiro 02, 2005
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Gentil
Nunca soube seu nome. Enquanto trabalhei na linha de frente, não. Até que alguém veio me contar, lá nos bastidores, que este era o nome do senhorzinho muito feio que tinha calos enormes nos pés. E que caminhava com extrema dificuldade. De tanto que os calos eram grandes. Nem posso afirmar se ele tem algum problema nas juntas ou se a bengala é justamente por causa dos calos. Juro! Eu aumento (só um pouquinho, em prol do bom humor), mas não invento...
Até que tanto me falaram e fui dar uma espiadinha. Gente: ele era feio. Muito feio! Mais feio que bater na mãe. Digno até de um HTML com bold, mas estou escrevendo somente com itálico. Em respeito à tamanha feiúra. Seus pés eram pior ainda. Bom, pra vocês terem uma idéia, ele se parece com aquele dinossauro do filme Jurassic Park. Igualinho, sem tirar nem por... Os pés inclusive. Os calos pareciam que saltavam dos seus pododáctilos (*). Pontiagudos que só. A gente não sabia dizer ao certo se o empecilho para sua caminhada normal, era a artrose ou a calose...
Tinha um excelente beneficio e uma jovem esposa. Filhas gêmeas. Aposentado daqueles ministérios que pagam muitíssimo bem. O dinheiro acabava no próprio dia do pagamento. Tiravam o coro dele. Acho que ainda tiram, pois ele ainda vive. O vi aqui pertinho de casa um dia desses quando saí pra minha caminhada diária. Ainda com sua indefectível bengala...
(*) artelhos, dedos dos pés.
E hoje, dia 2 de fevereiro, como toda quarta-feira, tem post novo da tia Jurassic Jack lá no Playground dos Dinossauros. Dê uma clicadinha aí! Vocês têm boas lembranças? Eu sim, e muitas... Corre lá!!! É o segundo post de minhas recordações...
Posted by Jack, em
9:33 AM
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