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Jack by Jack
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Aventuras e desventuras de uma recém aposentada, enquanto trabalhadora de uma ilustre instituição financeira, por quase 27 anos de sua vida !!!
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Jack in summer
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Mail
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Gifts
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Paixão é brasa
Que nunca aposenta
Vem e esquenta
Em qualquer tempo
És bela como luar
No firmamento
by Daniel Heldt, José
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Domingo, Janeiro 30, 2005
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Seguuuuuuuuuuura!
Esse causo aconteceu com uma colega. Mas presenciei tudinho! Pois se passou no guichê ao lado do meu. Dia de intenso movimento. Já me leram contar sobre dia sem movimento? Acho que não. Aquilo era quase um apocalipse nesses dias. Bom, quase todo mundo tem conta em banco... Sabem ao que me refiro.
Então, no tempo já da fila única, o senhorzinho ficou realmente muito tempo na fila... A ponto de não estar assim muito bem na hora que chegou à boca do caixa (como a gente costumava dizer). E naquele tempo ainda era o tempo dos guichês altos e envidraçados. Mas a estranheza começou quando ele se apoiou, muito além da conta, no vidro. Com o risco inclusive de quebrá-lo. Seus dedos se fincaram muito forte na beirada. Foi quando percebemos que ele estava caindo. Sim amigos, caindo, quase desmaiando, se apagando...
Sendo assim a colega que o atendia não conseguiu segurá-lo, lógico. O guichê era muito alto pra gente que estava na parte interna. Nossos braços não alcançariam. A colega pediu ajuda. A própria fila teve que acudi-lo... Um ato de solidariedade, que realmente não era muito comum de se ver. Na fila normalmente eles são inimigos desce criancinha...
Se correrem, ainda ontem mesmo, dia 29, teve post da Jack lá no E o tema é... Dá uma clicadinha... O tema desta semana é Resoluções de Ano Novo... Apareça lá pra saber mais...
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8:12 AM
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Quarta-feira, Janeiro 26, 2005
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A locomotiva humana
Seu sobrenome era Brasileiro. Como todos talvez devêssemos chamar. Mas o dele estava na certidão de nascimento e tudo. No RG e na conta corrente. Mas foi apelidado assim por um colega. Adorava ir ao banco e ser atendido no guichê. Mesmo depois do auto-atendimento implantado, queria porque queria ser atendido dentro da agência. E pessoas assim depois de certa idade, são realmente um tiquinho teimosas: como Brasileiro, não desistem nunca...
Uma vez, teve um problema nas pernas. Aliás, ele já não andava bem das pernas há muito. E finalmente o seo Brasileiro descarrilou... E após ser operado, estava andando de muletas. E nada na face da Terra iria fazê-lo mudar sua rotina bancária. Nem nós, os funcionários, tampouco sua família. Uma vez perguntado sobre o incômodo de ficar na fila imensa, respondeu que não se importava...
Um dia, uma moça veio acompanhá-lo: sua filha. Totalmente a contra gosto de Brasileiro. Disse ao meu colega que a teimosia dele era muito maior do que seu problema de locomoção. Foi aí que surgiu o apelido. Suas muletas foram comparadas àquela espécie de guias ou balizas que ficam entre as rodas das locomotivas. Não consegui descobrir o nome, mas o movimento do cliente com as muletas era muito parecido com o trilhar do trem. Vocês conseguem me entender olhando para a ilustração? É que suas muletas andavam como essas guias do trem: as duas pra frente ou pra trás ao mesmo tempo.
E hoje, dia 26 de janeiro, como toda quarta-feira, tem post novo da tia Jurassic Jack lá no Playground dos Dinossauros. Dê uma clicadinha aí! Vocês têm boas lembranças? Eu sim, e muitas... Corre lá!!!
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7:13 AM
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Sábado, Janeiro 22, 2005
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O ninho
Ela era um tanto assim meio confusa. Mas gente boa. Não se importava de ficar nas filas. Às vezes eu até achava que aquilo lá era um excelente programa para pessoas solitárias. Cacilda era uma delas. Viúva, já viu né? Ela surgiu como cliente na minha agência bem naquela época que Chico Anísio pronunciava aquele "L" de uma maneira meio libidinosa. Quase erótica, eu diria: CaciLLLLLLda...
Tinha assim uma carinha de nerd, mas o mais engraçado sempre foi o seu cabelo. Ela prendia atrás com uma fivela. Só que parecia que sempre estava cheio de laquê, pois tinha um cabelo bem ralinho. Desfiado e com bastante laquê. E o cabelo preso em birote (ai, que palavra antiquada!), ficava parecendo um ninho. Isso, um ninho de passarinho... Ou seria um coque? Não sei a terminologia, mas às vezes vinha todo amassadinho, tipo "dormi em cima", sabe? Ela nem desmanchava pra fazer outro... Ia pra rua daquele jeitinho mesmo.
Agora o dia que eu ri muito, foi quando Marquinhos me disse o nome do filho dela, que havia estudado engenharia com ele: Gelson, isso mesmo crianças, assim: GeLLLLLLLson, filho de CaciLLLLLLLLLLda... Ai meus sais!!!
Hoje também tem post da Jack lá no E o tema é... Dá uma clicadinha... O tema desta semana é Mulheres comandam... Será mesmo que comandamos? Apareça lá pra saber mais...
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7:12 AM
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Segunda-feira, Janeiro 17, 2005
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Surdez
Tínhamos no banco algumas brincadeiras que até já contei aqui, sempre em cima dos novatos. Menores aprendizes sempre entravam numa fria quando tomavam posse. Os funcionários em conluio deixavam os meninos doidinhos. Um passava o trote, e o outro concordava ou normalmente fazia parte da encenação.
Essa amiga foi trabalhar no Rio Grande do Sul. Lá chegando logo percebeu que os clientes praticamente gritavam com ela. Todos, sem exceção. Aquilo estava começando a incomodar, pela tamanha falta de delicadeza para com uma funcionária nova na agência. Mas contemporizou, achou que era uma cidade do interior. Terra estranha, normalmente outros modos, sabe-se lá. Sulistas, machistas, essas coisas. Pois os clientes de lá, via de regra, usavam chapéu e bombachas (aquelas calças típicas dos gaúchos). Estranhou sim, a maneira rude com que estava sendo tratada. Mas... Deixou passar. Pensou com seus botões: que povo mal educado!
Meri agüentou, até que uma alma caridosa disse-lhe que aquilo era uma brincadeira que o pessoal da agência costumava fazer com os colegas novos. Eles mesmos estavam dizendo pros clientes: "Vai lá, fala com a moça nova e pede tal coisa. Mas fala alto, bem alto, porque ela é surda!!!"
Claro que cada novato recebia um tipo de trote. Senão os clientes podiam perguntar se era pré-requisito, os funcionários serem portadores de deficiência auditiva...
Update:
E hoje, dia dezenove de janeiro, como toda quarta-feira, tem post novo da tia Jurassic Jack lá no Playground dos Dinossauros. Dê uma clicadinha aí! Vocês se lembram do projeto Mobral???Corre lá!!!
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6:19 AM
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Quarta-feira, Janeiro 12, 2005
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As gêmeas
Entendi bem a situação de Milton, quando me contou esta estória. As gêmeas eram realmente estupidamente parecidas. Demais. Só soube da existência da outra quando certa vez a atendi no guichê. E ela disse não se lembrar de mim. Como? Ela era a enfermeira do meu ginecologista. Quem? Quem (eu???) a confundiria com outra pessoa sendo que, me via na mais constrangedora situação de mulher? Foi quando ela me disse que tinha uma irmã.
Nesse dia, Milton chegou pra trabalhar super chateado. Macambúzio eu diria. Dia de feira na redondeza, sempre meio conturbado. Ele viu uma senhora estirada na calçada, pertinho do banco e da feira. Muita gente ao redor e chegando o resgate. Morta! Assim lhe disseram. Teve um mal súbito e estava aguardando ser retirada. Até que ele mesmo duvidasse...
Dia atrapalhado na agência. Eu trabalhava próximo ao setor dele. Só que processando envelopes. Nesses dias de muito movimento, tínhamos um gerente que mobilizava a todos. Foi chamar Miltinho para atender o povo lá fora. Eis que o menino quase tem uma síncope no saguão. Deu de cara com a falecida. Bom, pelo menos foi o que pensou quando perguntou pra irmã gêmea se podia ajudar. Ghost?
Vi a sobrevivente ontem numa missa. Não me perguntem qual era... Nunca saberei.
E hoje, dia doze de janeiro, como toda quarta-feira, tem post novo da tia Jurassic Jack lá no Playground dos Dinossauros. Dê uma clicadinha aí! Elvis não morreu??? Corre lá!!!
Posted by Jack, at
6:38 AM
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Sábado, Janeiro 08, 2005
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Vou varrendo
Esse velhinho era uma coisa impressionante. Ele tinha sim algum probleminha de cabeça, só podia. Ele não era cliente, tampouco usuário. Fazia serviço de banco em troca de alguns míseros trocados. Sobrevivia (?) em troca desses favores. Mas o pobre era muito chato, falava alto, repetia sempre as mesmas piadas e causos na fila. Os freqüentadores da casa até já o chamavam pelo apelido. De tão íntimos da criatura. Pra vocês terem uma idéia, ele ia à agência dia sim, dia também. Por isso logo imaginei da sua morte, quando ficou somente alguns dias sem aparecer.
Sabedor de que era inconveniente e, convencido dessa situação, constantemente nem na fila ele ficava. Principalmente quando chegava aos 45 do segundo tempo. Ele ficava sentadinho aguardando o penúltimo mortal a ser atendido. Sim, pois ele quase sempre era o último. Aí ocorria um pequeno entrevero. Ninguém gostava de atendê-lo. E como os últimos serão os primeiros (será, meu Deus?), normalmente eram os piores clientes a serem atendidos, e ao finalzinho do expediente (onde a paciência está no limite). Os mais enrolados, os mais cheios de coisas, enfim: os maiores malas redondos e sem alça...
Nesse dia, ele se superou. Juro por tudo que é mais sagrado: ele praticamente varreu o saguão da agência. Explico: ele passou alguns minutos até ser atendido levando o dedo à boca e levando ao chão. Ele parecia estar catando migalhas... Quando inclusive ele foi embora, apareceu nossa faxineira. Perguntei pra ela o que ela ia fazer. Foi quando contei que ele já havia varrido o chão todinho...
Hoje também tem post da Jack também lá no E o tema é... Dá uma clicadinha... O tema desta semana é Três Coisas... Apareça lá pra saber mais...
Posted by Jack, at
7:21 AM
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Segunda-feira, Janeiro 03, 2005
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As bombas
Esse cara foi meu chefe. Já contei sobre ele aqui. Pra quem me lê sempre, talvez se lembre. Era o maluco do dente de durepóxi. Mas essa estória aconteceu com as meninas do telex, antes de minha posse no banco. Ou não... Talvez tenha acontecido com o período da manhã, não me recordo ao certo... Nessa época o banco era uma quase repartição pública: podia-se tudo. Ou quase tudo. Costumava-se dizer que era uma mãe. Já quando eu saí, era pior que uma madrasta. Mas isso não vem ao caso. Não agora...
As meninas tiveram uma irresistível vontade de comer bomba. O banco não era muito longe das Lojas Americanas, que nesse tempo disseram-me fazer uma maravilhosa. Sem prejuízo do serviço, mandaram buscar bomba pra todos. Uma bandeja repleta e uma por uma ia lá apreciar a sua. E cada uma que ia, depois de uma mordida, deixava a dita cuja de lado. O calor era intenso, e a impressão geral era que o doce estaria azedo.
Quando ele foi comer, percebeu que havia algumas separadas e mordidas. E como as meninas não queriam magoá-lo (pois ele havia pago) não disseram nada. Acharam que ele mesmo perceberia. Só que o chefe era uma draga! Sabendo que todas já haviam comido, não se fez de rogado: comeu as que estavam mordidas também... E nem percebeu o fato de estarem estragadas. E apesar de tudo ainda disse pras meninas que as bombas estavam deliciosas... Durma-se com um barulho desses...
Posted by Jack, at
7:52 AM
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