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Jack por Jack
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Aventuras e desventuras de uma recém aposentada, enquanto trabalhadora de uma ilustre instituição financeira, por quase 27 anos de sua vida !!!
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Sob nova direção...
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Mail
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Gifts
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Paixão é brasa
Que nunca aposenta
Vem e esquenta
Em qualquer tempo
És bela como luar
No firmamento
by Daniel Heldt, José
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Segunda-feira, Dezembro 27, 2004
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Cheque visado
Acho que o final de ano está aí, me lembrei do que escapei... Esse ano será o segundo final de ano que estou aposentada. Esta infeliz semaninha entre Natal e ano novo, é sempre muito agitada. O povo quer esconder do imposto de renda, seus guardados, e correm como um bando de andorinhas desesperadas para o banco. Para tentar sumir com eles, é claro...
Como levar para casa e botar debaixo do colchão não é seguro, eles tem um instrumento legal. O maldito cheque visado! Não tem mais esse nome. Mas vou ainda vou chamá-lo assim para não confundir vocês. Funciona mais ou menos assim: o cliente paga uma taxa pra fazer esse cheque. A gente tira o dinheiro da conta, faz um cheque, ele leva pra casa. No primeiro dia útil do ano ele retorna e devolve pra conta. Assim, no demonstrativo de saldos, que diz ao IR o quanto ele tem no banco, não aparece a tal quantia.
E no último final de ano, que ainda estava na ativa, essa norma mudou radicalmente. Mas não assim em janeiro, por exemplo. Mudou em dezembro mesmo. Se não me falha a memória, dia 10. Lógico, a gente nem imagina como a cúpula consegue. Mas eles se esmeram tanto que deixam a coisa mais difícil e complicada. Por quê? Porque não são eles que vão lidar com a coisa, não são eles que vão agüentar as queixas do cliente, não são eles que vão se queimar no mármore do inferno... Enfim, se puder complicar, por que simplificar?
Minha última lembrança deste episódio, foi de uma mulher de médico (aliás muito chata, e reconhecida por essa qualidade), que fez um cheque fictício para cada um de seus filhos. Lembro também do pobre Marcus, que a atendeu e quase teve seus cabelos arrancados, por ele mesmo até. Pois com banco cheio, mudanças de procedimentos em cima da hora, serão sempre mal vindos...
Que vocês tenham um início de ano maravilhoso! Que saibam aproveitar as boas energias que normalmente nessa época do ano estão ao nosso alcance. E tentem iniciar este ano novo com o pé direito. Mentalizem energias positivas e somente coisas boas, acredito que elas se realizarão. Feliz 2005 pra todos nós!!!
UPDATE: Hoje, dia 29 de dezembro, como toda quarta-feira, tem post novo da tia Jurassic Jack lá no Playground dos Dinossauros. Dê uma clicadinha aí! Você conhece romã? Corre lá!!!
Escrito por Jack, em
11:59 AM
Aceito críticas:
:.:.: Já que veio, diga algo!
Segunda-feira, Dezembro 20, 2004
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Um causo natalino
Quando vai chegando essa época de festas de final de ano, lembro logo do sr. Felipe. Era um cliente das antigas, muito simpático e bonachão. Sorriso sempre aberto e alegre aparentava estar sempre de bem com a vida.
E na véspera de Natal ele sempre se fantasiava de Papai Noel e saia pelas ruas da redondeza. Levava chocolates, pirulitos e balas com ele. E distribuía pro pessoal da rua, do comércio de modo geral e dos bancos onde ele era cliente.
Imaginem agora, nosso inesperado susto, da primeira vez que ele entrou pela porta giratória, com um sino! Fazendo total alvoroço, todo fantasiado de vermelho, de barba postiça e falando: HO HO HO... Feliz Natal... Eu logo lembrei de um filme antigo no qual um ladrão se fantasiava de Papai Noel. Sim crianças, para roubar um banco na véspera do feriado. Dei uma gelada. Mas como boa fisionomista que sou, logo o reconheci, e tranqüilizei os colegas.
Nos anos seguintes a gente até já o esperava. Já tinha virado folclore. E foi muito triste no ano que ele morreu.
A todos os meus queridos blog-amigos, desejo que Papai Noel traga tudo de bom que vocês pediram... e mais alguma coisa boa que vocês esqueceram!!!
Escrito por Jack, em
6:28 AM
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Quarta-feira, Dezembro 15, 2004
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Doutor Dominicali
Essa não é da safra da festa de casamento do último sábado. Esse causo lembrei, passando em frente ao ex consultório dele. Essas minhas caminhadas diárias também me fazem lembrar de muita coisa... O dificil é retornar para casa e ainda lembrar... Preciso de um microchip no meu cérebro... Urgente. Para alimentá-lo enquanto caminho.
Ele foi (sim, pois esse doutor também já morreu) um dos mais famosos e competentes proctologistas da cidade. Cidadão respeitado e freqüentava a agência na qual trabalhava na época. Como se aquilo fosse um clube... Num certo dia, ao atendê-lo, notei um certo talquinho entre seus dedos. Estranhei de pronto. Mas logo me dei conta que deveria ser para vestir (ou seria calçar?) as suas luvas cirúrgicas. Para examinar os pacientes. Lógico, não para ir ao banco, é claro. Se bem que às vezes era essa a sensação de que tínhamos com alguns clientes, viu?
Bom, acho que me fiz entender, correto? Foi quando me dei conta do descomunal e absurdo tamanho e espessura dos seus dedos. Fiquei atordoada ao imaginar a cena. Não só a cena. Jackão era paciente dele nessa época. Cheguei em casa rindo. Muito. Ele custou a entender do que eu estava falando. Aliás, ele sempre é costumeiramente desligado e custa pra pegar no tranco... Sim, meninos e meninas, ele é loiro...
E hoje, dia quinze de dezembro, como toda quarta-feira, tem post novo da tia Jurassic Jack lá no Playground dos Dinossauros. Dê uma clicadinha aí! Você conhece o verdadeiro amor? Corre lá!!!
Escrito por Jack, em
8:21 AM
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Sábado, Dezembro 11, 2004
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Estoque renovado! Graças a Deus darei continuidade ao vício... E vocês não vão ter que parar de me ler... Que infelicidade não? Fui a um casamento com direito a batizado do filho dos noivos e encontrei uma porção de colegas do banco. Estou voltando com um estoque de causos zero-bala que consegui escrever em dois guardanapos de papel no decorrer da festa. Acho que aproveitei muito... Acho que até mais que os próprios nubentes. Ô palavrinha feia essa... A noiva, coitada, estava tirando os sapatos na hora que saí.
Gina Lep-Lep
Gina era nossa colega no telex. Trabalhava na parte da manhã e eu a tarde. A gente se encontrava pouco. Até que o serviço aumentou muito e ela vinha prorrogar o expediente ao final do nosso. Sim, fazer hora extra para nos ajudar no final do dia. Que era sempre o pico do serviço.
E lá chegava ela, toda leve e solta, no auge de nosso verão senegalesco, toda de chinelinho de couro de dedo. Toda retumbante já passando a mão no serviço... E seu chinelo tinha um som altamente musical: lep-lep-lep-lep....
Como já contei aqui, quando na agência havia duas ou mais pessoas com o mesmo nome, a gente falava o nome inteiro. Ou tascava logo o apelido. Gina se tornou rapidamente Gina Lep-Lep. Rápida, ligeira e extremamente ágil no telex. A gente agradecia muito a ajuda dela no final do dia. Sempre nos foi bem vinda nossa Lep-Lep. Que saudade meu Deus...
Escrito por Jack, em
6:22 PM
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Quarta-feira, Dezembro 08, 2004
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Surdo como a porta
Abrindo o jornal de domingo, notei a presença de um cliente na sessão de missas de sétimo dia. Ou seria a ausência? Mais um que se vai dessa pra melhor! Bom, para mim foi bom, por me fazer lembrar de um caso (será que algum dia Deus vai me perdoar?). Ando relativamente sem estoque de estórias. Meu almoxarifado está em baixa.
Aí vendo a foto do falecido, além de idealizar um post, me perguntei: por que será que toda nota de missa de sétimo dia vem sempre com uma foto da pessoa quando ela ainda era beeeeem mais jovem? Não fica mais difícil das pessoas reconhecerem? Bom, eu sou boa fisionomista, a foto do sr. Coratto não me escapou. Olhos de lince...
Diria que heroína foi sua esposa, que sempre o acompanhava ao banco. E traduzia tudo que a gente falava pra ele. Parecia que somente entendia o que ela falava. Pois era surdo como uma porta. E por mais que a gente se esforçasse ela sempre traduzia o que a gente havia respondido. Ele nunca sequer tentava entender o que falávamos. Uma vez cheguei a tentar a falar claro, pausada e calmamente... Mas ele sempre aguardava a tradução da cara-metade. Uma vez ela me confessou que ele sempre fazia isso, independente do local. Dependente dela...
E hoje, dia oito de dezembro, como toda quarta-feira, tem post da tia Jurassic Jack lá no Playground dos Dinossauros. Dê uma clicadinha aí! Alguém se lembra do Jânio? Sim, o ex-presidente... Corre lá!!!
Escrito por Jack, em
5:58 AM
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Sábado, Dezembro 04, 2004
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Seguro por telefone
Nem só de coisas ruins ou gente chata vivi meus dias de bancária. Tinha muita gente legal no meu círculo diário de colegas e até clientes. Tudo bem, clientes só alguns, eu confesso! Mas alguns colegas provavelmente serão amigos pra toda vida. Vou contar um exemplo.
Anterior a uma coisa chamada globalização, tivemos um gerente que não admitia especialistas. Aliás eu não concordava muito com a coisa. Mas, diz a lenda: manda quem pode, obedece quem tem juízo. Então a gente obedecia! Nessa época eu trabalhava no atendimento de mesinhas, como a gente chamava. Aparecia de tudo: abertura e encerramento de conta corrente, poupança, seguro, ações... Ou seja, tudo mesmo! E a gente tinha que destrinchar o que aparecia pela frente. Sem passar para o colega dito especialista. Com um detalhe, se não soubesse fazer, se virasse para aprender.
Então adivinhem? Caiu comigo um cliente para fazer um seguro de carro. Que delícia. Que maravilha! Eu nunca tinha feito um. Com outro agravante: naquele tempo os seguros eram calculados, como a gente dizia, na unha... Somente uma planilha e uma calculadora. Ainda não tínhamos o computador. Peguei e anotei os dados do cliente e liguei para um colega que trabalhava em Cubatão (SP). Meu pobre amigo fez os cálculos comigo pelo telefone, naquela noite. Ele na casa dele, eu na minha. Como dizem: quem tem amigo especialista, tem tudo...
Hoje tem post da Jack também lá no E o tema é... Dá uma clicadinha... O tema desta semana é Você tem fome de quê? Apareça lá pra saber mais...
Escrito por Jack, em
6:42 AM
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Quarta-feira, Dezembro 01, 2004
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No limite
A idéia deste post surgiu de uma conversa no messenger com minha amiga de limites: Cacau. Esta menina sofre também com clientes sem-noção deste mundinho de meu Deus. E tem um chefe, segundo ela, que é o cão. Então a gente tem muito em comum. Nossa! Parece até propaganda de cigarro... Como tantas outras mulheres que, profissionalmente, se vem obrigadas a interagir com toda e qualquer espécie de malucos-alucinados de plantão. Parece que existem simplesmente para nos dar razão e valor para subirmos aos céus...
Que seres esses, somos nós mulheres, que, sem que nunca tenhamos vestido as calçolas por cima da roupa como fazia o querido e saudoso Superman, mas que tantas e tantas vezes nos sentimos como tais? Às vezes à beira de um colapso nervoso. Tendo que fazer das tripas coração para tentar lidar com situações limítrofes. Onde tudo já se esgotou: a paciência, o bom humor, a educação e até a ética.
Às vezes imagino a que ponto chegam esses malucos que saem atirando pra todo lado dentro de lanchonetes, cinemas ou escolas. A que nível de insanidade chega o ser humano para fazer coisas como essas? E a que ponto tivemos que nos morder ou roer nossas unhas para não termos feito o mesmo com clientes ou o público em geral? Imaginem as manchetes: Bancária-mãe-esposa, teoricamente sóbria, sai atirando pelo saguão lotado de uma agência...
Por isso não vou mais ao banco onde tenho a minha conta. Não quero nem posso me tornar uma dessas pessoas chatas as quais a vida toda atendi nos balcões e guichês da vida! Falem de todos os outros, menos de mim... Eu me nego a ser sequer um pouco parecido com aqueles a quem tive que aturar.
E hoje, dia primeiro de dezembro, como toda quarta-feira, tem post da tia Jurassic Jack lá no Playground dos Dinossauros. Dê uma clicadinha aí! Vocês presenciaram algum acidente grave na vida? Aqui na minha cidade teve uma explosão de gasômetro... Corre lá!!!
Escrito por Jack, em
6:13 AM
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:.:.: Já que veio, diga algo!
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