Leda/Female/46-50. Lives in Brazil/Santos (SP)/Boqueirão, speaks Portuguese and English.
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Aventuras e desventuras de uma recém aposentada, enquanto trabalhadora de uma ilustre instituição financeira, por quase 27 anos de sua vida !!!










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Sexta-feira, Julho 30, 2004

B




Como não posso citar nomes, vou contar uma estória que B protagonizou. Tinha uma horrível mania de conferir tudo na bateria de caixas. Tudo! A gente se sentia a mais inútil das criaturas. Parecia que nós caixas éramos irresponsáveis até o último fio de cabelo. Numa época que a gente controlava a cobrança de DOC's, talões de cheque, e outras coisas. O sistema ainda não havia assumido esse serviço. Controlávamos tudo isso manualmente. E lá vinha B ao final do dia, ver se tínhamos feito tudo corretamente. E ele se auto denominava como um peãozinho de merda... Lembram do Rei do Gado?

Um belo dia apareceu um cliente que ele queria adular. Sabe como é gerente... Dançam conforme a música. Chegou esse cliente com muitas, várias guias de exportação. Só me recordo que era uma guia que em nossa agência, não era muito comum ser recebida. Essas coisas realmente existem. Dependendo do local, suas peculiaridades. Éramos 5 caixas, eu acho. Ele pegou a montanha de guias e avisou que eu e outra colega (tidas na época como as mais rápidas no gatilho) iríamos passar as guias do cliente e o restante dos caixas continuaria a atender a turba.

Nada melhor que uma multidão enfurecida e completamente ciente da situação. Só que quem mandava era ele. Pelo que eu o conhecia dificilmente voltaria atrás em sua decisão de favorecer o amigo. Mas começou a perceber que aquela agência totalmente repleta poderia iniciar um verdadeiro motim. Começou ele a andar dentro da bateria como um peru louco. Queria bater carimbo, queria ajudar-nos a adiantar o serviço, coisa que eu, e minha colega odiávamos... No auge da fúria, cheguei pra ele no cantinho e disse bem baixinho, mas com energia:

- "B, estamos fazendo da melhor e da mais rápida maneira possível. Você pode fazer o favor de nos deixar trabalhar? Juro por Deus que eu paro agora mesmo se você não nos deixar em paz"...

Ele deixou. E saiu. Acho que passou a nos respeitar um bocadinho mais a partir desse dia.


            

Posted by Jack, at 6:33 AM

Críticas são aceitas: :.:.: Tá esperando o quê?


Terça-feira, Julho 27, 2004

O parto




Quem mandou não tomar frente da situação? Quem mandou deixar marido levar micro para consertar? Quem mandou? Eu mandei! Tenho que ficar calada, portanto! Ca-la-da... O maledeto prometido para quinta-feira, ainda não chegou, para minha (in)felicidade. Estou pior que leoa enjaulada no cio. A peça estragada tinha algo a ver com a placa mãe. Vocês conseguem imaginar o quanto já xinguei a placa-mãe do cara não é? Então...

Estava prometida para ontem a chegada da tal peça. Será que o fornecedor cumpre prazos? Oh dúvida cruel... Enquanto isso, essa pecinha aqui, que lhes escreve (a peça que está entre a cadeira e o monitor), já babou de várias cores. Pior que catálogo de tintas. Já até liguei para o rapaz e mandei dizer que a cor verde da baba estava mudando de cor. Para ver se ele assustava um bocadinho com minha síndrome de abstinência. Parece que não adiantou. Disse também, que ele era o responsável pelo meu afastamento dos posts, dos blog-amigos, das visitas... Adiantou? Também não!

Se a tal peça chegou, ainda falta a formatação do dito cujo. Fora o que perdi. Meu último back-up era de fevereiro. Chorem comigo! Prometo que nunca mais ficarei tanto tempo sem fazer um. Deus me ajude! Meu retorno está agora com horas contadas. Oremos!


          


Update em 28.07.2004: Hoje tem post novo da Jurassic Jack no Playground dos Dinossauros. Você se lembra das gírias de antigamente? Confira! Não conhece? Dê uma passadinha por lá para conhecer...



Posted by Jack, at 10:14 AM

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Quinta-feira, Julho 22, 2004

O Sorriso de Monalisa




Não que meu sorriso tenha sido o real motivo de meu afastamento daqui. Além de amanhecer sem meu micro na terça-feira, fiquei conectada via fone no micro do marido que não possui minhas coisas: fotos, assinaturas e todas essas maricagens todas que gosto tanto. Senti muita falta de visitar todos vocês, mas espero estar retornando com força total.

Talvez três horas e meia de cadeira no dentista na segunda-feira à tarde tenham me deixado um tanto debilitada. Por conta de uma ortose que preciso fazer. Após quase meio século de ranger dentes a noite, bruxismo, stress e, coroado por chefes e gerentes chatos e clientes malas sem alça... Decidi iniciar meu tratamento de reabilitação oral, aconselhada por meu dentista. Culminando hoje (quinta-feira) com somente mais duas horas de cadeira. Isso em São Bernardo do Campo (SP) onde ele está fazendo o curso. Teve horas que contei: sete cabecinhas olhando pra minha boca. Mirando para minha ortose e falando, gesticulando, apontando e palpitando sobre o caso.

Resumo da ópera: a forma está pronta. Agora falta subir os andares que perdi ao longo da vida. Como se cada dente fosse um prédio com X número de andares. Só que na maioria deles, eu perdi alguns andares. Então na verdade o tratamento está somente começando. Agora que a construção vai começar. E haja paciência, dinheiro e buzanfa para passar tantas horas de boca aberta...


           

Posted by Jack, at 6:53 PM

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Segunda-feira, Julho 19, 2004

A tartaruga




Era uma vez uma velhinha. Como tantas outras que iam e ainda vão ao banco. Encher o saquinho, quase sempre. Mas faz parte... Mas essa arrepiava a gente. Eu pelo menos, não podia ver o animalzinho que vinha junto ao seu pescoço conferir o seu saldo bancário. Vocês imaginam qual né? Isso mesmo uma tartaruga. E olha que não era muito pequena não... A danadinha se acomodava no ombro da senhorinha. Encostava pescocinho com pescocinho. Juro gente, juro! Isso quando ela estava com a cabecinha pra fora, pois vocês sabem que de vez em quando elas se escondem na casinha, né?

Então, ela ficava na fila. Isso faz muito tempo, pois as filas ainda eram filas de caixa, como a gente chamava. O cliente escolhia que caixa queria, e ficava na fila dele. Nessa época eu era caixa bem recente. Tinha feito curso há bem pouco tempo e ficava ainda do ladinho da minha instrutora. Pois era sempre assim: sempre que o curso acabava, é que apareciam os casos mais cabeludos.

Sandra me avisou: olha com calma, pois a minha próxima cliente tem um bicho no ombro. Quando poderia imaginar o que seria? Olhei com todo cuidado, mas gente era inevitável, eu assustava mesmo. Não tinha jeito. E continuei assustando por muito tempo ainda. Agora imaginem a gente atendendo uma senhorinha e a tartaruga verificando todo o procedimento. Era hilário, mas eu ainda hoje dou risada do meu próprio susto, inevitável.


            


Posted by Jack, at 6:33 AM

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Sexta-feira, Julho 16, 2004

Síndrome do poste




Nem sei como anda isso hoje em dia, mas há muito, muito tempo atrás era assim: o bom funcionário era convidado para trabalhar na Tesouraria, pois tinha uma comissãozinha. Dinheiro todo mundo quer. Nunca é demais, certo? Não saio por aí rasgando notas, vocês saem? Era também um trampolim para ser caixa. Sim, nesse tempo era mesmo. Como caixa de banco agora, qualquer um pode ser... Vamos, vamos deixar o veneno de lado.

Lá em Campos como já comentei, encontramos a Boazinha. Ela trabalhou com meu marido na Tesouraria, na época que era um inferno aquilo lá, ainda mais que o chefe (um velhinho ranzinza) não suportava mulheres. Explicando: mulheres que trabalhavam no banco, vai que eu arrumo um processo agora... Eles contavam tanto dinheiro, mas tanto dinheiro, que desenvolviam a chamada síndrome do poste. Como faziam uma contagem até 50, do dinheiro que vinha dos mais diversos lugares: dinheiro velho, dilacerado, etc. Recomeçavam mais 50 para formar o que chamávamos de cintado (100 notas envolvidas por uma cinta).

Quando iam embora, o cérebro acostumado àquela rotina de contar, contar, contar, já ao sair do banco começava a contar tudo que aparecia. Subliminarmente, mas fazia. Até 50 também... Igualmente o que fazia o dia inteiro. Fila de usuário no ponto do coletivo, fila de carros num eventual congestionamento, carros estacionados nas ruas, postes pela via pública e por aí vai... Daí o nome da síndrome!

Depois de algum tempo eles voltavam ao normal. Se é que alguém que trabalhou lá poderá se chamar normal novamente um dia...


            

Hoje tem post novo da Jack no Perturbados. Conto lá sobre minha gatinha carente Mikavoiska... Vale a pena, o post é hilário!!!





Você vai? Eu vou, estarei lá ao vivo e a cores... Apareça!



Posted by Jack, at 6:03 AM

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Quarta-feira, Julho 14, 2004

Nilma versus Anna




Ou seria Anna versus Nilma... Não importa. Essa é mais uma estória engraçada que me lembrei na semana que estive fora, pois encontrei a Nilma em Campos. Já de cara, na hora do almoço, Boazinha, também aposentada (que já foi post em 9 de outubro de 2003), disse que havia encontrado a Anna no elevador e que estranhou que ela não a cumprimentou. Elas sempre conversavam. Boazinha sempre perguntava pelo sogro adoentado dela há muitos anos inclusive. Rimos muito, pois já a tínhamos visto na recepção, e sabíamos que era a Nilma, não a Anna. Explicando melhor: essas duas são extremamente parecidas. Se fossem irmãs gêmeas talvez não fossem tão semelhantes. A ponto de uma ter que arcar com a personalidade da outra. E vice-versa.

Explicamos que aquela se tratava de Nilma, aposentada há uns 5 ou 6 anos, e não de Anna, que se aposentou na mesma época de meu marido. Gargalhadas à parte, explicamos toda a situação de ambas. São confundidas desde que Nilma veio para Santos por causa da transferência do marido como chefe no centro de computação. Aí começaram as confusões. Perguntaram pra uma se ela havia deixado de freqüentar a igreja tal. Na verdade quem a freqüentava era a outra. Um dia o vigilante destravou a porta giratória para Nilma, pensando ser a Anna. Nessa época Nilma, já aposentada, estranhou a pronta abertura da porta fora do horário de expediente. Quando Anna chegou, o guarda perguntou:
- "Mas a senhora não acabou de entrar?"

Acho que essas estórias continuarão a acontecer ainda por um bom tempo. Pelo menos enquanto as duas morarem na mesma cidade...


          


Hoje tem post novo da Jurassic Jack no Playground dos Dinossauros. Ontem foi o dia do rock, passe por lá!!! Fiz uma pequena homenagem pra esse tal de "rock' n' roll"...



Posted by Jack, at 5:59 AM

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Sábado, Julho 10, 2004

Nas montanhas




Subimos para Campos do Jordão a fim de pegarmos um friozinho. Adoro o inverno e aqui em Santos tem feito muito calor. Mas friozinho mesmo lá também só à noite, e olhe lá! De dia, bermuda e camiseta. Caminhei bastante, comi muito, comprei pouco e me diverti a valer. Como a colônia de férias de lá é de associados que são funcionários do banco, encontrei gente daqui, lá... Que não encontrava há algum tempo. Lógico que aproveitei para relembrar e anotar algumas estórias.

Vimos algumas celebridades, pois lá é o point dos ricos e famosos. Completamente deslocados nós estávamos, mas deixa contar: Jairzinho, Henri Castelli (o namorado da Maria Clara da novela, lindo aquilo tudo mesmo, viu?), o pessoal do programa Pânico, o Sebastian das lojas C&A, Sabrina Parlatore, gravando no stand da Band.

Domingo tivemos um concerto gratuito na praça Capivari, com Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo com regências de: John Neschling e Roberto Minczuk.
Como é bom saber que existem bons brasileiros na música! Confiram os links, realmente vale a pena.

Terça-feira fomos ao auditório Cláudio Santoro assistir ao Quinteto de Metais da Orquestra Filarmônica de Nova York. Ma-ra-vi-lho-so! (Cliquem no link. Tem Jack e marido aplaudindo o quinteto, na última foto embaixo, à direita.) Começou devagarzinho e empolgou até a quase totalidade de leigos na platéia. A mim, inclusive... Delicioso! E para variar, o trompetista obeso foi a sensação da apresentação... Sempre os gordinhos! Nem por isso desistirei da dieta e das caminhadas...

Fomos andar de trenzinho, conhecemos duas fábricas de chocolate, uma exposição sobre decoração de interiores, fomos ao Horto Florestal fazer uma caminhada em trilha, dei uma chegadinha numa Lan House (que ninguém é de ferro!), fomos conhecer o espaço cultural Veja. Comprinhas poucas, mas rimos muito! Pois encontramos gente conhecida. Descansamos e dormimos bastante também.

E agora de volta a velha rotina. Mas foi ótimo, aproveitamos!


          







Olhem o presente que ganhei da amiga Jessica

Passem lá e vejam o que ela anda fazendo, ela é ótima...

Vou ou não virar lagarta dessa vez???



Posted by Jack, at 6:48 PM

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Sexta-feira, Julho 02, 2004

Esquisitos?!?!




Quando o dia da aposentadoria começou a se aproximar, comecei a colecionar nomes estranhos e incomuns. A mania surgiu, desde que, emprestada pelo meu gerente para uma outra agência, atendi um rapaz que se chamava Nelsoned da Silva Oliveira (post do dia 4 de junho). Era poupador na empresa.

Aí, peguei uma ficha, e comecei a anotar os nomes diferentes que apareciam. Depois de algum tempo, os colegas começaram a me ajudar. Sabedores da minha nova mania, interessaram-se também e me ajudavam. Dávamos boas risadas... A lista deve conter uns 250 nomes, mas para não ser muito chata, selecionei os melhores, ou melhor, os piores...

Lá vão: EDVARDESADI, WEKUSSULEI, CLOTÁRIO, VIANILDO, ADMINILDO, CARCINALVA, CLEBERROBSON, JUCONDINO, ASCLEPILDES e ASCLEPÍADES (talvez gêmeos), EULÓGIO, JALILI, NOSMA, SONIVALDO, LEODEGAR, GISONÓRIO, ACRICIONILTON, TUSNELDA, ROBENNILZA, LEOGINARDO, ASENCLEVER, MAUREDSON, ELISOLANGE, ROIOBSON, IVANGIMÁRIO, ROMEIGA, EDISCLEBE, DENNISCLAY, AZILETE, IGOMBERTO, GOZINA, SONIERLIM, WASNICLEVISON, JAULINO, OZALHA, WILMADERCY.

Os compostos: Elvis Roberto Carlos Gomes, Ricardo So Gay, Cartney Lima de Andrade, Pilar Alvarez Porra e Roberto Boquetti Jr.

Alguns parecem doenças, outros, remédios (antibióticos, talvez?). Outros, uma composição dos nomes maternos e paternos, ídolos, enfim... De tudo um pouco!

Deixe um comentário, qual o mais esquisito?

Hiatus


E como agora é moda, Jack também fará um pequeno recesso, pois ninguém é de ferro não é mesmo? Passarei uma semaninha fora, pra descansar de não fazer nada... E ver se pego um friozinho legal lá nas montanhas. Não chorem, por favor, eu juro que volto! Mesmo por que ainda tenho muita estória pra contar...


          

Posted by Jack, at 5:05 AM

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