Leda/Female/46-50. Lives in Brazil/Santos (SP)/Boqueirão, speaks Portuguese and English.
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Aventuras e desventuras de uma recém aposentada, enquanto trabalhadora de uma ilustre instituição financeira, por quase 27 anos de sua vida !!!










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Sexta-feira, Abril 30, 2004

O raio que te parta!




O raio cai duas vezes no mesmo lugar? Dizem que não. Nossa faxineira da agência dizia que sim. Conhecia um sujeito, lá na terra dela, que havia sido atingido duas vezes e estava ainda vivo! Eu também sobrevivi, mas foi às duras penas.

Essa víbora foi transferida pra agência Gonzaga, onde eu já trabalhava. Já conhecia aquele rostinho lindo (blargh, quanto cinismo) de algum lugar. E quando não simpatizo com alguém, cedo ou tarde, descubro o motivo. Isso por volta de 1987. Depois para abrir a agência Boqueirão, me candidatei para ir junto. Morava bem pertinho, ia ser muito bom pra mim. Mas a antipatia já era recíproca, tenho quase certeza. Ele era o responsável pelo recrutamento de quem viria de uma agência pra outra. Ele ia. Sempre desconfiei que fui sua última opção. Ele andou tentando convencer outras pessoas. Enfim, teve que me levar. Mas foi muito difícil.

Eu não me enquadrava na sua idealização de funcionária. Nunca fui puxa-saco. Nem ele na minha idealização de chefe... Era um sujeito muito baixo. Tipinho que adula clientes, mas só daqueles que tem grana. E mulher bonita ou gostosa era com ele mesmo. Só dava o vagabundo olhando buzanfas no saguão. Ai que ódio! Não passava confiabilidade. Uma vez uma cliente disse pra gente: "Bonitinho, mas ordinário..." Uma definição bastante precisa, eu diria.

Ah! Ia me esquecendo! Um dia ele se foi, como todos um dia. Mas ele voltou. Pensavam que estava livre? Pois eu também... Por isso sempre dizia que o raio tinha caído duas vezes na minha cabeça. Trabalhei com a peça rara duas vezes. Mereço ir pro céu?


       

Posted by Jack, at 6:31 AM

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Quinta-feira, Abril 29, 2004

O post de hoje é uma colaboração da amiga Aninha do CafofoPsycoWonderfull®






"Banco do Brasil.
14:00 horas.
Agência lotada. Fila kilométrica. Senha.
Pego a minha senha: 440
Olho para o painel luminoso, aquele que faz plim > 256
Melhor relaxar.
Ar condicionado funciona mas não dá conta do calor humano.
Uma hora depois;
Faltam apenas:
Um rapaz.
Uma garota.
Conversam.
Observo.
Ela mexe em sua carteira.
Ele olha.
Ela tira a carteira de identidade.
Ele estica o pescoço e pede para olhar a foto.
Ela faz boca torta e charme, mas entrega.
Diz, tô feia !
Ele olha a foto, mira bem a cara dela e diz:
É você !
Ele tenta consertar, mas...
..................................................................
plim > 438
Era a vez dele.
Ela em silêncio tira a senha da mão dele, troca com a dela e vai para o caixa.
Ele dança, com cara de bundão, olha para o teto, vira-se e diz pra mim:
Será que chove?!"


Obrigada Aninha, valeu!!!

É sempre bom saber também o lado do cliente. Se alguém tiver algum caso interessante, deixe um recado pra mim. Acho que seria uma boa idéia diversificar um pouquinho. Conhecer também o outro lado. Mas ainda farei um post sobre o que a gente ouvia, o que falavam da gente, nas filas. Aguardem...



       

Posted by Jack, at 8:56 AM

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Terça-feira, Abril 27, 2004

Problemas




Era uma situação engraçada, se não fosse constrangedora. Há alguns anos atrás, o banco mudou o sistema de fila única para um sistema de senha. A pessoa chegava, pegava um número e aguardava sua vez. Sentada! Conforto: era o que o banco imaginava que os clientes queriam. Assim, todas as agências receberam seu estoque de cadeiras, a fim de acomodar todas as pessoas. Todas que iriam aguardar por atendimento no caixa. Não era o sofá da casa deles, mas servia, acho eu, para aguardar.

Logo de cara (Lógico! Vocês imaginavam o quê?), começaram as reclamações. Não adiantava explicar qual o intuito, eles queriam reclamar de qualquer jeito. Não era grande coisa, eu sei. O ideal seria se os clientes pudessem ser atendidos logo que chegassem. Acreditem, tanto por eles, mas também por nós. A fim de nos livrarmos dos "malas sem alça"... Que já não eram poucas!

Mas o que mais me surpreendeu foram as queixas dessa moça. Nova até. Não era deficiente. Tem um pequeno problema de lateralidade. Do mesmo lado do corpo nota-se um ligeiro desvio na mão e na perna. Mesmo ela precisando da tal cadeira, ainda reclamava. Lembrei desse fato porque outro dia a vi por aqui. Deve morar por perto. Como é que a gente pode entender?

       


UPDATE em 28.04.2004:

E hoje tem post novo da Jurassic Jack no Playground dos Dinossauros, que foi novamente What's Up... Dê uma passadinha por lá ...



Posted by Jack, at 11:21 AM

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Domingo, Abril 25, 2004

A sucursal do hospício




Não falei, que esse blog era a sucursal do Pinel? Vocês acreditam agora?

Coloque você também palavras na boca do presidente "Moitinha". Clique AQUI.

Idéia genial gentilmente cedida pela minha amiga KEL.



       


Posted by Jack, at 10:14 PM

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Sexta-feira, Abril 23, 2004

Andarilhos - A ameaça fantasma




Não teve jeito. Tive que escrever outro texto. Tinha dito a vocês que era o último post sobre minhas caminhadas. Eu jurava que o assunto havia se esgotado. Mas os "sem-noção" nesse mundinho de meu Deus insistem em me perseguir. Aposentada e ainda vendo fantasmas parecidíssimos com aqueles que me assombravam no banco.

Nos dias lindos que tem feito, tenho visto cenas muito bonitas. Uma garça (juro, credo em cruz!) passeia livremente procurando peixinhos na beira d'água.
Quase todos os dias, pássaros que não sei quem são, nem pra onde vão, vem fazer uma linda revoada perto dos caminhantes. Lindo, maravilhoso!

Mas não só de visões magníficas é feita minha vida de ex-bancária. Outro dia passou por nós (sim, agora não vou mais sozinha, Jackão aposentou e me acompanha diariamente nessa incrível jornada matinal), uma senhorinha, que falava sozinha. Ela usava uma toca de banho azul na cabeça. Sabem, aquelas toquinhas de chuveiro, com elástico e tudo? Pois é. Nada que pudesse ser considerado toca de natação ou coisa parecida. De banho mesmo.

Mas ontem foi a superação. Já estávamos retornando para casa quando vi um senhor sentado no banco do calçadão. Nada demais. Eis que ele pega um controle remoto de TV e começa a "teclar" um número. Juro! Eu fiquei tão boquiaberta que não conseguia explicar pro marido o que tinha visto o velhinho tentando fazer. Ele deve ter se confundido: deve ter deixado o celular no sofá da sala de TV...


       

Posted by Jack, at 6:39 AM

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Quarta-feira, Abril 21, 2004

Pois é ...


Então... Alguns amigos estão me pedindo pra contar sobre o BON. Não que sejam muitos, mas alguns de vocês talvez gostariam de saber minha opinião. Ninguém ficou mais surpresa do que eu. Graças a Deus o furacão BON passou. Deixou também alguns amigos e vários comentários deliciosos. E eu aqui, maluca pra tentar dar atenção e retribuir a visita de todos. Fiquei um pouco chateada com alguns comentários-spam que estavam em todos os outros nove "eleitos". Talvez isso faça parte. Bobagem falar em fama ou celebridade. Nunca fui, nem nunca serei! Nada é para sempre. Sou uma pessoa normal. Sempre fui trabalhadora e cumpridora de minhas obrigações. E a idéia do blog nasceu exatamente por causa de tanto caso maluco, e de tanta gente doida que conheci em 27 anos de serviço. Devidamente incentivada por minha amiga, agora quase da família, Simone (ainda acho que ela vai se arrepender disso... rs).
Gostaria de agradecer a todos que já me conheciam, pelo incentivo, pelos comentários e pela alegria. Pelos que só me conheceram agora, a casa é de vocês. Serão sempre bem-vindos aqui nessa sucursal do hospício!



      


E hoje tem post sobre SAUDADE no Playground dos Dinossauros. Dê uma passadinha por lá ... Jurassic Jack agradece.



Posted by Jack, at 6:25 AM

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Segunda-feira, Abril 19, 2004

Chupa-cabra




Não, não é aquela lenda que há alguns anos apareceu no programa do GluGlu. É um maldito aparelhinho que os safados bandidos conhecedores de informática, inventaram para lesar o pobre público-alvo das malandragens. Sim: os clientes de bancos. Assim foi apelidado, pois ele "chupa" os dados da conta da pessoa.

Deixa tentar me expressar melhor. Assim fica aqui também um alerta quanto a esses meliantes. Normalmente num cartão magnético existem gravados naquela tarja escura o número da agência e da conta corrente. Quando os falsários têm acesso a alguma máquina de saque dos bancos, eles instalam esse aparelhinho que vai "gravar" num processo que desconheço, esses dados mais a senha da pessoa. Esses dados ficam armazenados no aparelho, até a retirada do mesmo. Então eles fazem um plástico, com a mesma tarja mencionada, só que agora eles sabem a senha secreta também. Aí é fácil, concordam? Os prejuízos vocês conseguem imaginar. E ultimamente tem sido grandes. Os bancos contra atacaram com cartões com "chips". Mas como estou aposentada a quase um ano agora, não sei dizer como andam os desdobramentos.

Nunca aceitem ajudas de estranhos. Nunca "atualizem" cadastros em máquinas, pois o que soube, até isso eles andaram tentando fazer. Eu moro ao lado de uma Caixa Econômica Federal e sexta-feira santa acordamos com quatro carros de polícia aqui em frente. Dois homens tentavam instalar o chupa-cabra e mais dois estavam de vigia. O sistema de vigilância por circuito interno detectou o estranho fato e avisou a polícia. Imaginem nosso susto ao olharmos pela janela. Os dois que vigiavam escaparam, pois a viatura chegou espertamente de mansinho. Os dois que instalavam a engenhoca foram presos. E esse incidente me deu o "mote" para alertá-los sobre esses vampiros. Todo cuidado é pouco, pois parece que eles sempre estão um passo a nossa frente!


      

Posted by Jack, at 5:48 AM

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Sexta-feira, Abril 16, 2004

O pivô




Junto com outro colega, ele foi meu primeiro chefe no banco. Isso em 1977. Formavam uma verdadeira dupla dinâmica: M e S. Algo semelhante àqueles globais: Shazam e Xerife, alguém se lembra? Ele (não vou identificar quem é quem para não ferir alguém) defendia seus funcionários assim como os americanos defendem sua pátria... Será? Mas ele era um show! Muito engraçado e comunicativo. Perdia o amigo, mas não perdia a piada. Conseguem imaginar? Uma figura carimbadíssima...

Andava meio ansioso, pois ia ser padrinho de um casamento. E ele era assim como direi, meio jacu, meio caipirão mesmo. Tipo: chic no úrtimo! Totalmente sem ofensas. Mas sabe aquele homem que detesta formalidades? Terno? Jesus! Só em casamento e, só dele, foram dois... E ele dizia que já tinha sido um excesso.

E nessas, ele quebrou um dente, bem em cima da hora do bendito dia do "sim". Sem tempo hábil de ir ao dentista para o devido reparo. Na maior desenvoltura, não teve dúvida: fez ele mesmo um dente de Durepoxi. Isso mesmo, amáveis leitores: aquela massinha que vem em duas cores, que você mistura e o treco endurece. Pois é. Lá se foi meu digníssimo chefe, na maior cara de pau se achando na profissão errada. E lembro bem, a gente ainda perguntou para ele: "Mas chefe, você vai assim?" E ele foi.


      

Posted by Jack, at 3:26 AM

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Quarta-feira, Abril 14, 2004

Dona Veri




Não havia pessoa mais inconveniente na face da Terra. Nem no saguão do banco. Campeã de bilheteria, disparada. Todo mundo que a atendia, tinha a mesma opinião. Era comum ouvir alguém "bufar" ou reclamar depois de lidar com ela. E o pior de tudo: seu filho (único) é funcionário da casa. Acredite se quiser. Reclama de tudo, mas põe o filho nas alturas. Só ele é o bom, só ele é o tal, só ele é o ...

Consegue "encher" a mais paciente criatura do planeta. Eu até que era bem paciente. Mas sabe quando já não é a primeira vez? Você já atende a pessoa com um pezinho atrás? Não é fácil, eu sei, mas é assim que funciona, infelizmente. Você já sofre por antecipação. Justamente porque você já sabe o que lhe espera. Inevitável. E ela me perturbava muito dentro da agência.

Um dia ela me pegou de maus bofes no supermercado. E taca a falar mal do meu gerente. Nominalmente e tudo. E eu tentando fugir. E ela atrás. Eu fugindo e ela andando perto de mim. Falando mal dele! Até que eu respondi: "Olha aqui dona Veri, no banco eu tenho que atendê-la por educação. Mas aqui, eu não sou obrigada a ouvir as abobrinhas que a senhora tem pra dizer. Sinto muito. Não estou aqui pra isso."

Acho que bastou: ela parou. Mas no banco eu fugia dela, como o diabo da cruz! Como todos os outros...


     


E hoje tem post sobre Ronnie Von no Playground dos Dinossauros. Dê uma olhadinha lá ...


Posted by Jack, at 6:56 AM

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Segunda-feira, Abril 12, 2004

O verbo abendar (*)




Esse fato ocorreu com um colega novo de agência e que, na verdade, acabou ficando também muito pouco lá entre nós. Foi logo transferido pra Brasília. Também pudera, o seu palavreado era algo que realmente digno dos altos escalões. Bem aplicado inclusive seu nome de batismo: Maurício!

Dia cheio na agência e extremamente complicado. Os sistemas operacionais do banco estavam uma caca. Eis que surge o nobre mancebo em questão, não acostumado com a função de caixa. O chefe mandou-o entrar no guichê pra "quebrar um galho". Entra na bateria (sim amigos, aquilo onde os caixas ficam, chamamos bateria de caixas) e começa a atender. Só que, acostumado a termos "técnicos" (*) e, percebendo o total caos em que nos encontrávamos, saiu-se com essa pérola:

"Seria bom ligar pro Help Desk e dar uma abendada na poupança."

Todos nós, caixas costumeiros, olhamos uns pros outros. Incrédulos! Sem ao menos entender do que se tratava. Pior, vocês sabem o que ouvimos, né ? Ou preciso escrever??? Leiam a segunda parte da frase bem depressa. Ficaria algo como: dar uma bem dada na poupança... Não preciso falar qual a cor que Mauricinho ficou quando descobriu o que havíamos entendido... A gente ganhava pouco, mas como se divertia ...

(*) "abendar" (de "ab end", abreviação de "abnormal end")

      

Posted by Jack, at 6:38 AM

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Domingo, Abril 11, 2004

          

Posted by Jack, at 10:51 AM

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Sexta-feira, Abril 09, 2004

Andarilhos - O Império Contra-Ataca




Nessas minhas andanças na praia, tenho visto muitas coisas inusitadas, bizarras e non-sense. Já postei a respeito, mas tenho alguns adendos a fazer. Juro que não resisti.
Tenho agora algumas certezas quanto à vida após a morte:
- Elvis não morreu: o cara inclusive estudou comigo!
- Ray Conniff também não: inclusive temos aqui na minha passarela alguns sósias, clones e semelhantes de várias fases e idades. Só não vem acompanhado de orquestra e coral. Com ou sem óculos. Com ou sem boné.
- Mesmo em vida, eles perdem a total noção do ridículo e do juízo: a velhinha conversava com o marido (assim o deduzi) e ele simplesmente tirou o instrumento urinário pra fora da sunga, e fez o serviço ali mesmo, no rasinho da água do mar. E continuou conversando como se fosse a coisa mais natural do mundo. O é, mas não ali ...
- Outro dia vi uma senhora imensa. Muito, muito maior do que eu. Fiquei morrendo de pena. E ao mesmo tempo aliviada, pois certamente iria chegar àquele peso, tamanho e manequim. Se não estivesse fazendo algo por mim, agora. Daquele tamanho não estaria conseguindo nem mais andar. Que vontade de falar com ela, mas gordo é orgulhoso, eu sei. Ela estava com uma moça e eu com o marido. Eu nem pegava panfletos de lojas de gordo quando ia a São Paulo fazer compras. Sei que eles escolhem os clientes a dedo... e eu não queria admitir. Era orgulhosa também...

      


E meu post sobre a Páscoa, continua lá no Playground dos Dinossauros. Dê uma passadinha lá ...


Posted by Jack, at 11:35 AM

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Quarta-feira, Abril 07, 2004

Tesouraria




Aquilo sim era um capítulo à parte. Cambada de loucos parecia que se concentrava ali. A começar pelo chefe: Feliz. Ranzinza e tinha um inexplicável ódio de trabalhar com mulheres. Só que, nessa época, já era totalmente inevitável tal situação. As mulheres estavam dominando tudo. Éramos em maior número nas inscrições, nas aprovações e conseqüentemente nos postos de trabalho. Impossível seu Feliz não nos querer no setor dele. Estávamos começando a galgar novos postos. E a primeira oportunidade de comissão era auxiliar de tesouraria. E o gerente geral tinha que convencê-lo a aceitar as moças. Pois se dependesse dele...

Eu nunca quis trabalhar lá, mas Jackão ficou lá algum tempo. Pouco, pelo que me lembre. Um tempinho antes de passar no concurso interno que o levou a trabalhar no Maranhão. Naquela época era centralizado o dinheiro quase que da cidade toda. Locais importantes, mas que de uma certa forma, não sabiam trazer o dinheiro digamos, "prontinho". Chegava pra eles o pior e o mais imundo meio circulante que vocês possam imaginar. Eles tinham que separar, contar, cintar, etc. Completamente emporcalhado, dilacerado, nojento. Meu Deus do Céu, como o povo realmente não sabia e ainda não sabe cuidar do dinheiro. E somos realmente nós todos que, de uma forma ou de outra, pagamos para que ele seja mantido ou trocado. Ele ainda não consegue crescer em árvores...


       


E Hoje tem post da Jurassic Jack no Playground dos Dinossauros. Dê uma passadinha por lá e conte pra mim se vocês gostavam de Páscoa quando crianças...


Posted by Jack, at 7:04 AM

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Segunda-feira, Abril 05, 2004

Cada maluco!




Sistema bancário é máquina de fazer doido, espero que ninguém duvide! Não depois do que contei aqui. Acho que sou prova viva e aposentada. Existem algumas teorias a esse respeito. Dizem também que de médico, bancário e louco, cada um temos um pouco ... Tem aquele outro velho ditado: Deus protege os bêbados, os loucos e os caixas de banco. Não sei quanta verdade reside nas outras profissões, mas a de bancário, acho que posso falar de cátedra ... Conheci muitos malucos-beleza nesses muitos anos. Tínhamos vários tipos:
- Bimbim, que até valeu um post separado.
- Angel Mary, qualquer dia vou reprisar esse post, pois nessa época tinha ido para a Uol.
- O psiquiatra que era bancário, provavelmente pela estabilidade financeira que um médico-bancário concursado teria naquela época. Ou talvez porque existissem menos loucos. Não sei ao certo.
- O afinador de pianos, também conhecido como tio Peruquinha.
- O seu Feliz, que aposentou com um monte de tempo a mais de banco do que precisaria. Saiu literalmente gagá e morreu logo em seguida.
- O dentista que se orgulhava de ter largado o "gabinete", como ele o chamava.
- O Gianu, que maltratava os funcionários. As pessoas do setor que chefiava, diziam que lá eles tinham dois meses de férias por ano. Um do próprio funcionário e o outro quando o chefe saía.
- Os irmãos Carrerzinho e Tarbes, nunca, jamais perguntávamos a eles: "Oi tudo bem?" Pois eles contavam tudinho e com extensos detalhes...
- O chefe-beleza, unhas lixadas, sobrancelhas aparadas, cabelos metodicamente penteados.
- A telefonista Valda, atrasava todo dia na entrada, e todo santo dia ela contava uma estória inverídica sobre acidentes que sempre atrapalhavam sua chegada "on time".
Como será que o povo que trabalhou comigo me qualifica?


       


Posted by Jack, at 11:11 AM

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Sábado, Abril 03, 2004

Valsa comigo




Último capítulo da festa. Esse foi o baile da formatura. Muito bom, além das expectativas. Formalidade cumprida, pensei que poderia ser apenas "morno" ... Mas foi ótimo!!! Conjunto animadinho ... Essa foto é da terceira valsa, que ela dançaria com quem escolhesse: o irmão. A primeira foi com o padrinho de batismo, coincidentemente meu cunhado que foi o patrono da turma dela. A segunda com o pai. Na terceira, até Jack caiu na gandaia...


       

Posted by Jack, at 11:34 PM

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Sexta-feira, Abril 02, 2004

Ser especial




Desde que entrou na minha vida, ela vem me provando a afirmação do título desse post. Primeiro foi para me provar que eu conseguiria ser mãe de uma segunda criaturinha, sem ter que abrir mão de deixar de amar a primeira. Amor de mãe soma, nunca divide. Depois ela foi provando ao mundo, que era uma lutadora: por ser prematura de oito meses e uma semana. Teve que continuar internada quando recebi alta. Até suas primeiras dificuldades no mundo adulto que, para quem conhece, sabe que não foram poucas.

Ontem, na sua colação de grau, ela gritou: "Oi mãe, oi pai!!!" lá em cima do palco. Quase nos mata de susto, e de emoção! E digo: como é bom ver todos os sacrifícios recompensados! Desde o vestibular até a colação de grau em Publicidade e Propaganda (PP, como eles chamam), enfrentou muita coisa. Ajudamos e incentivamos para que fosse sempre de cabeça erguida.

Filha: mais uma etapa vencida! Quero viver muitos e muitos anos para ver seu sucesso! Embora espere que ele chegue logo ... Junto com um príncipe encantado que ainda deve estar te esperando em algum lugar ... E ele existe, pode ter certeza!


      

Posted by Jack, at 8:24 AM

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