Aventuras e desventuras de uma recém aposentada, enquanto trabalhadora de uma ilustre instituição financeira, por quase 27 anos de sua vida !!!











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Sexta-feira, Novembro 28, 2003

O strip tease




Eu sei que o propósito desse blog não é esse, mas essa eu tenho que contar pra vocês. Aqui em Santos, há alguns anos, temos um jantar a cada dois ou três meses, das mulheres do banco no qual trabalhei. No tempo que eu ainda não ia, era o jantar das mulheres aposentadas, e como não era um tão grande número delas, resolveram expandir: mulheres do banco... Ainda não abriram para os homens... Mesmo por que é um momento só nosso, mesmo que conservador, enfim... Na verdade só comecei a ir depois de aposentada...

E cada evento, é uma turma que organiza. Parece brincadeira, no jantar de ontem, sabíamos que teríamos uma surpresa, mas como havia um senhor tocando teclados e cantando (?), a gente estava achando que essa era nossa bendita surpresa. Mas, ledo engano, eis que senão quando, o senhor dos teclados, começa a chamar o nome dos moços: stripers ... sim, amigos, tipo assim, clube das mulheres...

Ainda bem que foi antes do jantar ... Um rapaz vestido de assim como quem vai pra guerra, isso! camuflagem, outro de médico, outro não me lembro (será que já chegou de sunga???) e o último de marinheiro, que imaginem vocês, veio dançar perto da minha cadeira, quase se encostou em mim (eca!) e ficou se balangando atrás de onde eu estava, e as meninas da minha frente, disseram que o cara quase encostou no meu ouvido, ainda bem que não vi nem ouvi nada... E todos acabavam de cuequinhas ... Afffff ...

O mais engraçado, que algumas gostaram, eu sou meio antiguinha, me senti um muito pouco à vontade... Constrangida talvez, e pega de surpresa ... estranhamente, agora que escrevi esse texto, vou contar pro marido, que sempre me incentivou a participar do jantar das velhas aposentadas, mal sabe ele o que se passa ...


         

Postado por Jack, em 11/28/2003 12:43:46 AM

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Quarta-feira, Novembro 26, 2003

Queridos amigos, acho que o calor anda querendo "fritar" esse cérebro aposentado, no entanto, venho notando, que alguns de vocês que hoje lêem esse BLOG, não fazem idéia o porque do mesmo. A pedido do meu querido amigo Morcego, postarei hoje meus primeiros posts aqui, visto que eu ainda não tinha os hoje assíduos leitores que tenho. Desculpe se alguém já os leu, mas, recordar é viver...



Aposentando



... e no começo, a idéia




Quando minha aposentadoria foi se aproximando, a idéia foi surgindo, crescendo e tomando forma, de, escrever um livro ou similar, algo que pudesse guardar para sempre tantas emoções, incertezas, nomes esquisitos, enfim, algo que não pudéssemos deixar em branco, para nunca nos esquecermos, como se conseguiríamos, mesmo que quiséssemos ...
Quando eu estava bem próxima dela, nosso amado, idolatrado salve-salve ex-presidente FHC fez, com uma caneta, com que ela se distanciasse muito mais, de mim e de tantos outros colegas.
O jeito, como sempre, era erguer a cabeça e trabalhar mais um pouco, já que um dos poucos aposentados jovens do país, somente ele, sua excelentíssima pessoa !!! Aposentado desde os 40 ... (acho até que antes disto)

O sonho ...



Bem, mas como um livro, envolve muito dinheiro, conhecimento literário e, em virtude de ainda estar vendo o meu FGTS por um binóculo, o jeito foi se contentar com esse espaço, democrático e sem envolver o já comprometido orçamento familiar...
Vou fazer um esforço concentrado para tentar contar aqui, as mais engraçadas estórias que podem ter acontecido entre os colegas e com os clientes e assemelhados, para que a gente possa se divertir ainda mais, após esse período, como poderei dizer... Intenso de serviço e atribulações coleguísticas...
Se bem que, em verdade lhes digo, às vezes o mais difícil não era messssssmo trabalhar, e sim torear o cliente, o colega, o chefe, o gerente...


          

Hoje posto também no Playground dos Dinossauros.Faça uma aposentada jurássica feliz, conto com sua presença lendo e comentando meu post ... Beijokas



Postado por Jack, em 11/26/2003 06:57:41 AM

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Segunda-feira, Novembro 24, 2003

Notas falsas




O que fazer quando, nosso instrumento de trabalho, é falsificável? Mais ainda: a criatividade dos falsários é sempre inversamente proporcional ao nosso olho clínico? Ainda mais: a ajuda da tecnologia é sempre usada contra nós, os pobres e miseráveis trabalhadores bancários? Copiadoras coloridas e scanners se atualizam tão depressa que o caixa tem a estranha e real sensação de que sempre caminha um ou dois passos atrás dos meliantes?

Tenho a dizer, que graças a Deus em meu tempo de bancária, trabalhando no caixa, com o dinheiro alheio e do patrão, somente tive que pagar uma ou duas notas falsas (que eu me lembre). O esquema? Aquele mesmo, básico de sempre, que já contei aqui pra vocês, o caixa pegando ou desconfiando da nota, manda-se pro Banco Central e após minucioso exame, sendo constatado a veracidade ou não, paga-se o cliente ou usuário ou o mesmo "perde" a quantia, com os devidos protestos inenarráveis de dono do dinheiro. Se o caixa não percebe, ele paga. No meu caso, quando comi bola, a tesouraria central mandou um aviso pra me debitar a dita cuja.

Costumava ter muito cuidado, e sempre tive a sorte de conseguir perceber quando uma nota não era autêntica. A nota do real era realmente muito difícil de ser falsificada, no início. Mas, como já disse, com o progresso assustador da tecnologia, e das impressoras coloridas, e scanners fantásticos, davam uma certa insegurança, a gente tinha que olhar mesmo muito bem, sempre com um certo olhar desconfiado. Aquele sexto sentido, também era bem vindo, e claro que a experiência, no toque do papel era imprescindível. Aliás nos meus últimos anos de casa, nunca vi tanta nota falsa na minha vida, tinha dias, que eram 3 ou 4 ...


          

Postado por Jack, em 11/24/2003 06:23:41 AM

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Sexta-feira, Novembro 21, 2003

A verruga




Aquele senhor, meio pentelhinho, de uma certa idade não era lá muito fácil de atender. Raros o eram, vocês já sabem, enfim... Um certo dia, percebemos que ele tinha uma senhora verruga na pálpebra inferior direita. Pra dizer a verdade, seria mais assim uma anciã verruga pra ser mais exata, sincera, condizente e honesta com a pobre. Era enorme e chamava muita atenção ...

Sabe quando uma pessoa que tem uma coisa, que você sabe que não pode ou deve olhar, mas mesmo assim você não consegue tirar os olhos de cima "dela"? Mais ou menos isso. Na verdade dava tanta aflição, que a gente não conseguia mesmo tirar os nossos olhares da mesma.

Gente era tão grande, sério!, que ela tinha um pedúnculo bem perto dos cílios, e formava uma coisa, parecendo um pequeno saquinho de Papai Noel, ou um saquinho de viagem. A verrugona dependurada, tão grande ela era que, chegava a se apoiar no óculos... E aí vocês poderão dizer que a Jack é mentirosa ... Isso mesmo amáveis leitores deste blog simplório, a bichinha se acomodava na lente .... E eu doidinha pra perguntar pro sr. Bandeira quando ele iria num médico pra tirar aquilo ... E eu consegui me conter, nunca perguntei ...


          

Postado por Jack, em 11/21/2003 07:20:48 AM

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Quarta-feira, Novembro 19, 2003

"A" delegado




Parece incrível, quantos casos bizarros eu tenho pra contar, todos eu vi, meninos e meninas, eu vi, o máximo me contaram, mas todos ocorridos ... Às vezes me contavam a estória, mas normalmente eu ia conferir, como essa que contarei.

Aquela senhora, um pouco estranha, é verdade, loira, alta, cabelos puxados pra trás em rabo de cavalo, sempre de calça jeans mas aparentava ser uma distinta senhora de uma já certa idade.

Até que um dia, pedindo ajuda no auto-atendimento, entregou seu cartão eletrônico para o funcionário que a ajudou. Como ela reclamava muito ao ser atendida, o colega olhou seu nome no cartão e a ela se dirigiu:

- Senhora ... herrrrr ..., hummmm ... ram ram ... Senhor Saulo (???) o senhor (??) está muito contrariado (?) com o banco, eu acho que o senhor precisava conversar com o seu gerente de contas, pra ver se algo mais ele pode fazer pelo senhor (?) ... Isso até lhe faz mal ...

Vocês conseguem imaginar a cara do pobre? O engraçado é como a vergonha e o embaraço da pessoa, passa imediatamente pra gente? Por que será que ficamos tão constrangidos em ver uma situação como essa ... E ainda ter que passar a impressão de total e completa normalidade.

Aí, lógico, quem sabiam os detalhes totais do caso, eram os vigilantes, como sempre: Aquele "cara", pai de 3 filhos, agora aposentado, tinha sido, pasmem, DELEGADO DE POLÍCIA enquanto na ativa.

Nada contra ou a favor, muito pelo contrário, se encontrou o verdadeiro eu em seu másculo corpo, isso lá é problema dela ... (argh !!!)


        


Queridos amigos leitores:






Hoje posto lá no Playground dos Dinossauros.
Faça uma velha jurássica sorrir, conto com vocês lendo e comentando meu post ... Beijokas agradecidas




Eu vou, e você?

Postado por Jack, em 11/19/2003 07:24:39 AM

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Segunda-feira, Novembro 17, 2003

A senheira




Alguém conhece? Já viu uma? Tem idéia do que se trata? Não??? Seus problemas acabaram !!! ... ligue já para ... tô brincando, não é propaganda de TV, não !!!

Senheira é uma maquininha pequena, que imprime números seqüenciais, para que o cliente possa ser atendido em ordem de chegada. A pessoa chega, se aproxima (se possível, sabe que é uma tarefa indômita em alguns dias de pico), aperta um botãozinho e a senha sai num papelzinho, e ela aguarda ser chamada.

Simples, correto? Errado! Já contei aqui, que o quanto a plebe puder conturbar e complicar, vocês sabem que eles o farão... sem o menor pudor ou dó do pobre e reles funcionário. A gente tem mais é que sofrer, enfim, bancário pertence a espécie canina, certo?

Na maioria das vezes que trabalhei com essa maquineta funcionando, era que nem aquela piada do português, vendo se o pisca-pisca de seu carro estava funcionando: AGORA SIM, AGORA NÃO ...

O que esse povo enfiava o dedo na senheira, puxava com um tranco e conseguia estragá-la. Vocês não podem acreditar, praticamente, trabalhávamos dia com e outro dia sem ela... A gente merecia ... Será Papai do Céu ?

           









Que coisa meiga você é?






Postado por Jack, em 11/17/2003 07:03:22 AM

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Sexta-feira, Novembro 14, 2003

Manicure




Quando trabalhei no setor de telecomunicações, o mesmo também fazia chaves com o exterior, bancos grandes e importantes, que tinham ordens de pagamento em dólares.

A sessão possuía toda a parafernália pra guardar esses segredos, além de grampeadores, tesouras e outros apetrechos especiais, pois havia também um funcionário que abria o malote que chegava às 7 hs. Particularmente, essa tesoura imensa, que será o objeto desse caso.

Havia um senhor, um dos chefes do câmbio, que ia ao nosso setor costumeiramente, bem cedinho, pra ver se tinha chegado algo importante pra sessão dele. E isso, quem me contou foi a turma da manhã, naquela época trabalhávamos em turnos (eu só entrava as 13 hrs).

Impaciente, aguardando os chefes abrirem os cofres, e na ânsia de saber se algo valioso havia chegado durante a noite, ele não teve dúvida, pegou uma daquelas tesouras enormes, e bem desajeitadamente, cortou suas unhas, mas isso sem o menor constrangimento de deixá-las em cima da mesa do malote, como a gente a chamava.

As meninas incrédulas, jogaram fora, e contaram pra gente, como se fosse a coisa mais nojenta da face da Terra. O que na realidade, era ...

         

Postado por Jack, em 11/14/2003 06:42:08 AM

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Quarta-feira, Novembro 12, 2003

Bemvinda!




Hoje ela está aposentada como eu.
Sim, seu nome era esse mesmo.
Tivemos um gerente, na verdade na época ele era apenas um supervisor, porque éramos um posto avançado da agência Gonzaga.
Ele inventou, ai como ele gostava de arrumar novidades! Tanta coisa pra fazer de bom e ele só inventava coisa idiota...
Enfim, ele inventou de fazer umas placas com nossos nomes de guerra, como ele chamava, e, uma coisinha ou melhor, um produto do banco com as letrinhas menores do lado.
Fulana, poupança; Beltrana, seguro; Joãozinho, conta corrente, e por aí afora.
O nome dessa colega era esse mesmo: afinal pra mim sem nenhuma novidade, pois eu tinha uma tia-avó com o mesmo nome. Tá certo, meio fora do comum, mas vai lá, você acaba tirando as devidas conclusões: se cada um tem uma plaquinha, significa que cada plaquinha tem o nome do funcionário, certo? Errado ... essa senhora perguntou pra colega, se aquele Bemvinda escrito na sua placa, era pra ela própria fosse bemvinda ao estabelecimento bancário ... Vocês acreditam ? Olha que eu não costumo mentir ... Até porque desnecessário seria.

          

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Postado por Jack, em 11/12/2003 07:03:58 AM

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Segunda-feira, Novembro 10, 2003

Diferenças




Acho que até já toquei no assunto, mas é sempre bom relembrar: diferença ... Trabalhando no caixa, é preciso estar atento e forte pra que algo de podre não aconteça no reino do dinheiro alheio...

Não sei se já contei pra vocês, mas quando sobra dinheiro no caixa, é do banco (claro!), quando falta, o infeliz da espécie canina (bancário), tem 48 horas pra repor ... Isso! Assim mesmo, curto e grosso. Democrático até não poder mais ... Regras são regras, normas são normas, para simplesmente serem cumpridas, e só. Ponto final.

Algumas vezes tive que correr atrás do prejuízo, outras, mas poucas vezes, as pessoas honestamente vieram devolver ... raríssimo. Até que eu era bem concentradinha e cautelosa com essa coisa de dinheiro.

Algumas vezes, olhando a fita-detalhe, a gente conseguia achar a besteira que tinha feito, outras, parecia que o maldito dinheiro tinha simplesmente desaparecido da gaveta, sem rastros nem vestígios, coisa do capeta ... Dinheiro com asas, conhecem??? Às vezes era somente um erro de engano, problema contábil que era só ajeitar ... Mas sempre com um certo friozinho na barriga, porque quando a pessoa sabe que levou dinheiro a mais, devolve no ato, ou ... faz de conta que não aconteceu nada, e é capaz de jurar de pé junto, que o troco que você fez estava absolutamente: correto, Lombardi !!!


           

Postado por Jack, em 11/10/2003 06:49:51 AM

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Sábado, Novembro 08, 2003

Queridos leitores:



Vocês podem imaginar, não sei ainda o que significa isso, na verdade, espero que seja bom, fomos indicados, ontem pelo Bloggerman no What's up ...toda a turma do Play ... acho que precisamos comemorar e bebemorar... YUPIIIII !!!






Postado por Jack, em 11/8/2003 10:21:12 AM

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Sexta-feira, Novembro 07, 2003

O picapau




Não queridos e amáveis leitores, não errei de blog, não... Ainda não !!!
Queria contar pra vocês de uma turba, uma plebe rude, muito mal educada ...
Gostaria de falar de uma espécie que devia ser extinta dos balcões e guichês dos caixas de todo o mundo, ou pelo menos do Brasil. Eta espécie desvairada e atrevida que insiste em "cutucar" os funcionários, só pra fazer uma "perguntinha". Eles não se importam se o outro chegou antes, se aquele que está sendo atendido, esperou sua vez, e por aí vai. Não esperam a vez, não querem esperar o da frente, ou melhor, quem chegou primeiro, ser atendido, enfim, uma total falta de educação. Parece até que foram educados nas estrebarias de Sorbonne ...
De toda forma, por mais que você peça pra que eles esperem sua vez, pra que eles tenham paciência, que assim que você atender os três ou quatro que chegaram antes dele, ele vai cutucar suas costas, como aquela estória do picapau: Um picapau, dois picapaus, três picapaus ... Vai cutucar sim, pois eles sempre acham que o problema deles é mais fácil que o dos outros. E se bico de picapau eles tivessem nos dedos, podem ter certeza que você sairia de um dia de serviço com suas costas todas furadas... Esta é a vida de um bancário !!!

          

Postado por Jack, em 11/7/2003 06:23:36 AM

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Quarta-feira, Novembro 05, 2003

Queridos alunos




Uma das coisas mais legais foi que, ao dizer dia, mês e hora de me aposentar, meu gerente me deu uma incumbência, que a princípio não sabia se ia conseguir corresponder a contento.
Já que não tinha mesmo jeito, ele resolveu me arrumar seis alunos, para dar o curso de caixa. Provavelmente por minha grande experiência, achou ele por bem, que eu tentasse passá-la aos novos colegas. Muito ansiosa no início, acho que acabei me revelando uma não tão má professora, pois tempo no emprego e na função, tinha de sobra ... e na verdade isso tudo gera um enorme "know how". Como se diz, a gente acaba fazendo o serviço com o pé nas costas...
Todos eles se revelaram, cada um a sua maneira, mas tenho aqui um testemunho muito importante: todos eles foram muito bem, e eu tentei dar o melhor de mim, da minha experiência e dos meus conselhos. E olha que me agüentar nos últimos meses do meu pedágio, ninguém merecia ...
Fora a segurança, que é nosso maior aliado ao se lidar com tanto dinheiro, que não o nosso... E alertá-los sobre possíveis fraudes e mal entendidos ... Alguns até já contei aqui. Eles todos estão trabalhando com segurança e espero, com bastante método e que tenham aproveitado bastante o que tentei passar pra todos eles. Pois foi com muita dedicação, amizade e coleguismo ... Quero deixar aqui registrado, que amei ter sido a instrutora deles!!!

           


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Segunda-feira, Novembro 03, 2003

Fila da paixão




Não tão antigamente, mas há algum tempo atrás, não sei se vocês lembram, as filas de bancos não eram como hoje: fila ÚNICA !!! Naquele tempo, cada cliente escolhia o caixa pelo qual gostaria de ser atendido. E esperava pra ser atendido por esse caixa de sua preferência. Pela aparência, pela competência, pela simpatia, pela rapidez ou até pela paixão ... Tive notícias que acontecia bastante, amores de clientes de fila, mas esse caso, conheço o casal, é mais fácil contar certos detalhes, pois são amigos de casa até hoje.
Na época, eu ainda não atendia público, mas quando o conheci, ela me contou toda a estória. Ela já era caixa, eu ainda não. Ela ainda casada, mas ele era seu cliente de fila. Talvez já tivesse por ela uma ligeira queda ... Até que um dia, ela já divorciada, e nós duas trabalhando na mesma agência novamente, ele entrou e falou que queria abrir uma conta. Solteiro, um português bonito, de olhos azuis. Ela me mostrou o cartão de autógrafos toda entusiasmada. Fazia algum tempo que não via em Maria, tanto brilho no olhar... Acho que ela devia saber que ele arrastava uma asa por ela...
A partir daí, começaram a sair, a namorar, a morar junto, e, lógico, acabou em casamento.
Uma linda festa pra celebrar a união, que já dura, só de casados, dez anos. Uma linda estória de amor, que ela descobriu em uma terapia que fez, que ele era apaixonado por ela há muitas vidas ... e sempre sem sucesso. Quando isso ela me contou, há pouco tempo, eu vi novamente, seus olhinhos brilharem, coisa de vidas passadas ...

           

Postado por Jack, em 11/3/2003 06:16:47 AM

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