Sexta-feira, Outubro 31, 2003
Halloween
As bruxas estão soltas ...
O assunto aqui não é esse, vocês assíduos (arghhh!) leitores bem sabem disso, mas convencida que fui pela minha amiga
Simone, vou pelo menos decorar esse blog, pois afinal
HALLOWEEN enquanto eu trabalhava, era todo santo dia ... rs
Principalmente das bruxas, mal-amadas, salve-salve ...
Boa festa pra quem vai curtir !!!
Quinta-feira, Outubro 30, 2003
Os assaltos
Nessa última agência na qual trabalhei, houve três assaltos enquanto ali estive. No entanto eu não estava presente em nenhum deles. Sorte? Talvez, mas o pessoal, para brincar comigo, dizia que eu era a mandante, já que eu estava de férias nas três ocasiões.
O primeiro e o segundo assaltos, aconteceram com diferença de 3 semanas, e eu nas mesmas férias ... Sempre às segundas-feiras, pois a casa de Massas que funciona em frente, não abre nesse dia. O terceiro nem me lembro quando foi ...
Mas como bancário é cachorro mesmo (sem ofensa à espécie canina), meu marido estava na agência pra tratar de assuntos do condomínio, já que ele era o síndico (por ocasião do primeiro). Disse que foi uma loucura, já que o cara abriu uma mala com uma metralhadora, e essa disparou dentro do estabelecimento, deixando a audiência em pânico. A agência estava tão abarrotada de gente, que mal conseguiram se jogar no chão, pois não havia espaço pra todos deitados ... Alguns tiveram que permanecer de pé, olha a situação... Ele conseguiu espaço, que até hoje a gente não entende, junto com um menino, atrás de um arquivo. Machucou o braço ao se jogar lá. Esse menino disse repetidas vezes:
- Tio não olha, por favor, fica quietinho ...
E ele, como bancário, querendo ver o que acontecia ...
No segundo evento, o bandido já chegou perguntando pelo tesoureiro, pelo nome !!! Queria a chave a todo custo... Lembrete: nesse tempo ainda não tínhamos a porta com detector de metais, que todo freqüentador de banco odeia...
No terceiro, eu na verdade não me lembro bem, pudera, estava de férias... (risos)
Esses incidentes deixam muitas seqüelas nos funcionários, uma colega perdeu o bebê que estava esperando, outra quebrou um dente, de ansiedade... é muito complicado ...
Quando retornei, ninguém podia ouvir um barulhinho sequer, que assustavam ... muito difícil.
Quarta-feira, Outubro 29, 2003
Queridos leitores
Post fantasma ...
Terça-feira, Outubro 28, 2003
Celulares
Como atendentes de público, certamente não devíamos atender nossos celulares. Deviam ficar desligadinhos no horário em que o banco permanecia aberto.
Só que o da plebe rude, tocava sem parar ... Mas, em dia cheio, imaginem, hoje em dia, chega a ser muito engraçado trabalhar com uma fila enorme e enlouquecida... Desesperados patrões que emprestam seus telefones para controlar o passo de seus funcionários, cada qual olhando pra ver se é o seu que está chamando, normalmente é o chefe, reclamando da demora do empregado, conferindo em quantos bancos a pessoa já tinha ido, e por aí afora.
E aqueles "intercoms" ?? Que o cara fala como se estivesse no banheiro da casa dele, sem se ligar se está incomodando alguém, se está sendo inconveniente, parecia que estávamos na casa da sogra ... olha que alguns nem na casa da sogra tem tamanha liberdade !!!
Sossego pra trabalhar? Pra quê? Paciência, fazer o quê? Às vezes dava vontade de trabalhar com algodão nos ouvidos, tamanha a bagunça que a gente tinha que aturar ... Ou pedir adicional por insalubridade !
Segunda-feira, Outubro 27, 2003
" JACK " Aparecida
Essa ilustre senhora, na verdade é uma figura impagável. Chata de galochas, desconfiada, pergunta sempre as coisas umas três ou quatro vezes (só pra confirmar, é claro) e finalmente parece que toma Lexotan.
Enfim, coitada, a vida a fez assim, a gente como empregado, tem mais é que agüentar, fazer o que?
Sempre ameaçava levar a conta pra outro banco (ó Senhor, por que não? Deixe um caixa de banco feliz, please? ...) Sempre desconfiava (e ainda desconfia, porque gente assim, desculpe, mas não muda...) de tudo, até dos índices oficiais de poupança, coisa que nenhum banco, mesmo que queira, consegue manipular. E se saísse de seu guichê com uma duvidazinha sequer ... Ela abordava outro funcionário e fazia a mesmíssima pergunta, múltiplas vezes, se necessário fosse. E assim por diante.
Ela, minha xará, uma criatura de difícil trato. Imaginem vocês, o que os colegas zoavam da minha cara, simplesmente pelo fato do primeiro nome dela ser igual ao meu ... Ainda mais quando descobriram que eu não tinha muita paciência com ela, coitada, mas vai ser chata assim lá na ...
Descobrindo isso, aí que faziam questão de me chamar de Jack Aparecida, não de Jack Maria, como é meu verdadeiro nome ... Mas, eu sei, isso faz parte.
 
Sexta-feira, Outubro 24, 2003
Dona JUCERDA
Vocês lembram dos nomes esquisitos? Então, esse é mais um, mas com certeza merece um post específico.
Logo que entrei pro banco, como já contei aqui, trabalhei muitos anos com telex, o must em comunicação na época !!! Como eu gostava ...
Tínhamos muitos postos de serviço, fora da agência-sede, e é claro, como postos pequenos, o serviço de telex ficava centralizado no setor em que eu trabalhava. E, lógico, para a segurança do serviço, o chefe do posto fazia uma chave-segurança que o chefe do meu setor tinha que conferir. Depois fazia nova chave pra transmitir a ordem de pagamento para a agência destinatária.
Parece muito difícil pra vocês, mas não era. O problema era que, essa chave era baseada em certas características da ordem e, o nome do favorecido fazia parte disso. Então, tínhamos que às vezes soletrar em código, para que nada saísse errado.
Inesquecível esse dia, em que o Maninho me ditou por telefone essa ordem para uma cidade de Santa Catarina.
- Favorecido: Jucerda
- Como Maninho?
- JUCERDA
- Isso é nome?
- Sim (rindo): Jaú Uruguai Corumbá Ernesto Rio Diário Aracaju...
- Ah ... tá, agora entendi: JUCERDA ...
- Isso mesmo !!!
E volta e meia a gente brincava, principalmente Maninho e eu, que adorava mexer com ele, que deveria de ser mistura de isso com aquilo, de fulano com ciclano ... E a gente ria muito pra coisa não ficar muito pesada, pois dia 10 por exemplo, eram muitas ordens pra eu anotar no caderninho. E o coitado soletrar ...
Aí disse eu: Ah Maninho, já sei, o pai devia ser Juscelino e a mãe ... MERDA ... hahaha !!!
Eu babei no caderno de tanto rir. Disseram que o Maninho, lá no entreposto de pesca, quase caiu da cadeira ...
Quinta-feira, Outubro 23, 2003
O post de hoje, é uma colaboração do amigo Félix
" O CASO QUE TE PROMETI:
Véspera de viagem. Precisava recolher o IPVA do carro.
Querendo fugir da "mordida" de uns R$ 20,00 do
despachante, resolvi cumprir esta tarefa sozinho.
Comprei a guia, preenchi e fui ao banco (Nossa Caixa).
Uma hora e meia de fila. Chegando a minha vez, a caixa
olha para a guia e diz:
- Não posso receber.
-Porquê?
- Não está escrito: PREENCHIDO E RECOLHIDO PELO PRÓPRIO
EMITENTE.
- Não posso escrever agora?
- Só se for datilografado.
- Mas, se eu sair não dá tempo de voltar para pagar...
- Sinto muito.
Olhando atrás do caixa, duas indefectíveis máquinas de
escrever estavam a postos para uma simples tarefa como
esta:
- Você não poderia preencher para mim?
- Infelizmente, não.
Aí, o sangue subiu nas veias e soltei os cachorros:
- Puta má vontade, eu fico uma hora e meia na fila e só
agora vocês me dizem que precisa esta frase burocrática?
Que custa para você datilografar esta frase? Ah, vai
t*&*@%%% n* c#$$! Banco do ca@#$%&&&!
Fui embora sem pagar a maldita guia. Tive que pedir para
meu irmão pagar no dia seguinte, já que estaria longe
nestas horas.
Hoje, até licenciamento a gente faz pela Internet...
Félix "
Obrigada Félix, valeu !!!
Quarta-feira, Outubro 22, 2003
Crionças
(crianças + onças= crionças)
Numa agência bancária, o que mais perturbador pode ser? Lindas, maravilhosas, inteligentes, cheirosas, mas, em ambiente de trabalho, quer algo pior? Algazarra, gritinhos, corridas, eu ficava parecendo a Mãe 24 hs., quando tenta segurar seu pirralhinho ... (sem ofensas, viu Gláu?) Eu costumava me abaixar no guichê e fazer PSIU!!!!! Escondidinha, porque o gerente uma vez, mandou meu chefe me chamar a atenção ... Tempo de férias escolares, uma balbúrdia, total e irrestrita.
Mas o pior, eu acho, não era o que as crionças faziam, era que suas mães não inibiam tamanha falta de educação. Que eles estão de férias, todos sabiam, mas ambiente de trabalho com barulho, é o que há de mais inoportuno e irritante, principalmente que além de atender a clientela, a gente lidava com dinheiro, um passinho em falso, e precipício ao final do expediente: diferença. Se sobrar, é do banco, se faltar, a gente cobre, assim mesmo, bem democrático ... Normas são normas, mas porque essas crionças não ficavam em casa, do lado de fora, na casa da avó, enfim, situação bastante difícil de solucionar. Ainda bem que nunca quis ser gerente ... Ai Herodes !!!
Ó de casa, não percam hoje estou no Playground dos Dinossauros também, por favor dê uma chance para uma crionça sorrir ...
Terça-feira, Outubro 21, 2003
O cheque preenchido
Pasmem, senhoras e senhores (nossa, acordei hoje meio megalômana...) desse humilde blog, não é montagem não, é pura verdade, a pessoa preencheu o cheque dessa maneira, uma colega da ativa que me enviou ... mas acho que já está circulando pela internet.
Eu, acho que até já vi coisas piores, a nível de preenchimento, erros de português são muito comuns: Des (10), quatrossentos (400), cinguenta (50), guinhentos (500), dusentos (200), dose (12), quinse (15), seissentos (600), (hahaha, nem o Word está querendo me deixar escrever assim ...) e sem reais, se alguém quiser dar um desses a você, aceite um conselho amigo de ex-caixa, não aceite: porque sem reais é exatamente NADA ... Se o que vale pro banco é o extenso do cheque, concorda ???
Ano retrasado num lote de cheques para depósito, acho que de uma quermesse, o cheque veio cruzado pelo meliante que devia ter bebido muito quentão, cruzado com bandeirinhas de São João.
Agora, discriminar o que comprou, no lugar do extenso do cheque, essa nunca tinha visto ainda... ao que parece, a pessoa está com o bichinho doente ... Ô dó ...
Segunda-feira, Outubro 20, 2003
O Casal
Dia extremamente agitado e concorrido na agência. Fila enorme e interminável. Eis que, um casalzinho, bem novinho, mas, como direi, com bastante fogo, entra na fila quilométrica dos caixas. Esta devia estar levando perto de uma hora pro cliente chegar aos nossos guichês. Quando avistamos o lindo casal de pombinhos no final da fila. Beijos (na boca, no pescoço, nos ombros ...), abraços, enroscos, amassos, enfim ...
Todo mundo percebeu. A fila estava começando a ficar impaciente. E o casal cada vez mais quente !!!
Discretamente disse aos meus colegas:
- Acho melhor a gente acelerar esse atendimento, porque se demorarmos muito (assim algo em torno de 9 meses), teremos um chorinho de bebê ao final dessa fila, pois aquele casal está quase chegando as vias de fato ... E a mãe dessa menina ainda vai processar a gente ...
Sexta-feira, Outubro 17, 2003
As "perguntas" TOP TEN ...
1 - Preciso do número da conta pra fazer o depósito?
2 - D é saldo devedor ??? Pensei que fosse dinheiro ...
3 - Se eu tiver o número da conta, o senhor me descobre a agência?
4 - Onde é que eu assusto um cheque?
5 - Moço, o disponível é o que posso tirar?
6 - Seguinte: O Jornal Nacional disse que tem um dinheiro pra mim aí ... posso receber ?
7 - O jornal está dizendo que vocês vão fazer greve dia 15... eu recebo nesse dia, vocês vão me pagar? Preciso muito desse dinheiro, vocês podem dar um jeitinho ?
8 - Quer ver meu saldo, para eu ver seu saco?
9 - O caixa: Assina aqui, por favor. O cliente: O meu nome?
10 - Por que não estou conseguindo sacar? O meu cartão é da CEF, por que não quer funcionar aqui ???

JACK
Quinta-feira, Outubro 16, 2003
Andréia
Quase todo tipo de situação um caixa passará ao longo de sua carreira profissional. Digo isso, porque as coisas acabam se repetindo, como na vida real, assim o é pra quem atende público. Diversidade enorme, quantidade absurda de gente; algumas, você verá quase todo dia, outras uma só vez na vida, mas com certeza, alguns ou algumas certamente marcantes, extremamente ...
Algum dia alguém me contou que atendeu um travesti, de vestido vermelho e tudo, que, comparecendo para requisitar um talonário de cheques, cujo nome era, sei lá, digamos João José da Silva, quando perguntado pelo RG, já que o caixa imaginou se tratar de mero portador ... engano: era o próprio, também de batom vermelho pra combinar com a vestimenta.
Aconteceu comigo, Andréia chegou no meu guichê, e eu sabedora da situação (sendo ela cabeleireira de uma colega, inclusive): J. Silveira Jr. - logo fui pedindo o RG, pois sendo a portadora, precisaria indentificá-la. Qual não foi a minha surpresa: era o próprio com seu nome de batismo impresso na requisição ... Logo após pedir sua identificação, percebi quem era o J. : ela mesma ...
O que o rigor de nossas funções nos obriga a passar, às vezes constrangimentos, somente para nós, pois elas, elas já estão acostumadas...
JACK
Quarta-feira, Outubro 15, 2003
Porta giratória
Aconteceu ao final de um expediente. As nossas agências, abrem às 11 e fecham às 16 horas, impreterivelmente. Inclusive pelo fator segurança, o funcionário que abre, normalmente é o responsável pelo fechamento da agência.
Nesses casos, só em caso de autorização do gerente, alguém pode entrar após esse horário.
O que aconteceu nesse dia, eu nunca tinha presenciado até então. O rapaz chegou após alguns minutos do fechamento da porta, e os seguranças não podem, em hipótese alguma, abrir a porta giratória para quem quer que seja ...
Realmente ele havia chegado apenas alguns minutos atrasado, mas, como os gerentes não o conheciam, foi pedido que ele retornasse no dia seguinte, visto que ultrapassado esse horário-limite, eram normas, coisa e tal, tal e coisa...
A revolta foi tal, que ele simplesmente se sentou num dos vãos da porta automática, impedindo inclusive, que os clientes que ainda estavam no interior da agência, saíssem...
O que fazer? Como proceder? Não tiveram dúvidas, chamaram a polícia, para retirar o pobre sujeito dali, visto que, ele se recusava a se levantar e voltar na manhã seguinte ...
Pode ??? Pensam vocês que maluco, só no Pinel ???
Crianças, não percam minha estréia hoje no Playground dos Dinossauros, por favor dê uma chance para uma jurássica sorrir ...
Terça-feira, Outubro 14, 2003
Outra de japonês...
Atendimento de mesa na agência, e o funcionário atendendo um japonês.
Este precisava de um empréstimo, e explicava as condições para o Salim.
Este tentou ajudar o cliente, procurou, investigou, mas as condições, não seriam aceitas pela administração, em virtude de uma série de detalhes que a pessoa não dispunha. Naquele tempo, com certeza, era bem mais difícil emprestar dinheiro, hoje em dia os bancos dão mais é corda pro fulano se enforcar, como costumo dizer...
Salim resolveu dizer a verdade: seu Miyashiro, segundo a CIC (Central de Informações Circulares) não prevê um caso como o seu. Segundo a CIC (que possuia as regras do banco), o senhor não vai conseguir o dinheiro, sinto muito...
Passada uma semana, o cliente retorna com uma carta da empresa CICA, dizendo formalmente que seu Miyashiro podia sim pegar o empréstimo, que ele não devia nada pra CICA, que a empresa não tinha nada contra ele, que a CICA não desabonava nada com relação a ele, enfim...
Segunda-feira, Outubro 13, 2003
O japonês
Essa aconteceu no posto do banco, dentro do SESC.
Uma funcionária estava preenchendo a ficha cadastral de um cliente japonês:
- Nome?
- Endereço?
- Profissão?
- Estado civil?
- Como moça? - indagou o cliente
- Estado civil, se o senhor é casado, solteiro, desquitado ...
- Ah xim xenhora, entendi no, xo xotero né ??
Eu sei que parece piada, mas quem me contou, foi meu chefe e disse que presenciou o diálogo ...
Sábado, Outubro 11, 2003
Uma apresentação da Pedra Lascada
Sexta-feira, Outubro 10, 2003
O cliente sem cueca
Esse caso aconteceu numa outra agência, e foi contado por um colega.
Aquele senhor precisava adentrar a agência, o funcionário do auto-atendimento já havia tentado dissuadi-lo a fazer seus pagamentos lá fora. Mas ele queria, porque queria, entrar.
Quando ele tentou ultrapassar a bendita porta detectora de metais, ela travou, sendo que a vigilância teve que pedir pra que ele voltasse, e colocasse seus objetos de metal na caixinha de acrílico, que fica do lado de fora.
Mas ele insistiu que não tinha nada de metal, estava só com os pagamentos por fazer em mãos, e que não possuía nada para ali colocar.
Nova tentativa, novo apito da porta, não precisou nada mais que isso, ele se desesperou e, puxou a calça de seu moleton de tal forma, que, ao que parece, trouxe junto tudo, inclusive sua roupa, como direi, íntima ... (acreditava o funcionário que narrou o fato)
Mas pra quem observava o fato, de longe, pareceu que o senhor estava literalmente, sem cuecas ... sem lenço e, somente com ""O"" documento ...
Crianças não percam a estréia de PLAYGROUND DOS DINOSSAUROS ...
Aguardem ...
Quinta-feira, Outubro 09, 2003
Boazinha
Essa colega, aposentada agora também, era o que havia de mais boazinha na época. Sabe aquela pessoa que o povo acaba abusando, vocês sabem né?, porque a boa, acaba se tornando boba se não tomar as devidas precauções ... todo mundo usa e abusa: colegas, clientes, inclusive o senhor gerente. E ela tinha um "saco de filó" ...
A gente perguntava uma coisa pra ela, às vezes ela largava o que estava fazendo prá nos ensinar algo.
Gerente adorava pedir as coisas chatas pra ela fazer, porque ela não sabia dizer não ...
Cliente então ... imaginem ... eles já tentam se aproveitar da situação, mesmo você sendo normal ou ruinzinho, imaginem com a boazinha ... deitavam e rolavam ... Tentavam ser atendidos fora da fila, queriam fazer só uma perguntinha, queriam só pedir um favorzinho, queriam só pegar um talãozinho (preciso ficar nessa fila imensa?), enfim...
Porque quando você quer extinguir esse tipo de comportamento, a gente sabe, ou deveria saber que, ignorar é a melhor saída. Pois por bem ou por mal, o cliente acaba entendendo que atrapalha o serviço, desvia completamente a atenção do caixa, quando ele interrompe só pra fazer uma perguntinha... e se não entender, você aproveita e fala, fala mesmo, que você não pode nem deve ser interrompido, pois isso desvia a concentração, principalmente quando se está contando dinheiro ... é terrível !!! ... é diferença na certa no final do expediente ... e aí, coitada da boazinha, às vezes ela ficava com falta de numerário e a gente, lógico, ia ajudá-la... saudades Boazinha ... agora só a vejo no jantar trimestral das mulheres aposentadas ...
Leitores acompanhem, em construção: PLAYGROUND DOS DINOSSAUROS...
sua vida nunca mais será a mesma ... aguardem ...
Quarta-feira, Outubro 08, 2003
O parto da mala cor-de-rosa
Dizem as más línguas que, mulher quando quer arrumar um problema, consegue!!! Essa senhora, cliente de duas agências em outra cidade, acho que São Paulo, ficava (talvez ainda fique) na fila para fazer as coisas mais idiotas e imbecis que um caixa possa realizar ... transferências inexplicáveis!!!
Foi apelidada por nós de: Mala cor-de-rosa ou THE PINK BAG, por causa daquele senhor motivo do post de 2 de outubro, em versão feminina, ampliada, revisada e modificada... (se você não leu, leia, vale a pena...)
A gente simplesmente "amava" atendê-la, completamente doida com seus óculos fruta-cor (nossa, essa é muito antiga, do tempo dos dinossauros...)
"Tira dessa aqui, bota nessa..."
"Tira dessa outra e coloca nessa também..."
"Tudo junto? Posso fazer um recibo só?" perguntava o infeliz do caixa...
"Não, separado..."
"Agora tira daquela segunda, e coloca de novo na primeira"
"Minha filha, to pagando CPMF?"
Coitada, acho que se não fosse assim, ela não entenderia, ou melhor, na hora do balancete econômico, seu caixa não bateria ... e o nosso? Como ficava? O caixa tinha que prestar muita atenção pra não se confundir, porque ele sozinha era a famosa dona-encrenca, em pessoa ... ao vivo e a cores, pelo menos nos óculos ...
     JACK
Terça-feira, Outubro 07, 2003
Nomes esquisitos
Quando o dia da aposentadoria começou a chegar, ou melhor, alguns anos antes, eu comecei a colecionar nomes estranhos e incomuns. A mania surgiu, desde que, emprestada pelo meu gerente para uma outra agência, atendi um moço que se chamava Nelsoned Pereira da Silva, ou algo assim. Era poupador na empresa. Aí, peguei uma ficha, e comecei a anotar os nomes diferentes que apareciam.
Depois de algum tempo, os colegas começaram a ajudar, pois, sabedores da minha nova mania, se interessaram também e dávamos boas risadas... Aliás, excelentes risadas!!!
A lista deve conter uns 250 nomes, aproximadamente, mas para não ser enfadonha, vou selecionar pra meus leitores, os melhores, ou os mais excêntricos ...
Lá vão: EDVARDESADI, WEKUSSULEI, CLOTÁRIO, VIANILDO, ADMINILDO, CARCINALVA, CLEBERROBSON, JUCONDINO, ASCLEPILDES E ASCLEPÍADES (talvez gêmeos...), EULÓGIO, JALILI, NOSMA, SONIVALDO, LEODEGAR, GISONÓRIO, ACRICIONILTON, TUSNELDA, ROBENNILZA, LEOGINARDO, ASENCLEVER, MAUREDSON, ELISOLANGE, ROIOBSON, IVANGIMÁRIO, ROMEIGA, EDISCLEBE, DENNISCLAY, AZILETE, IGOMBERTO, GOZINA, SONIERLIM, WASNICLEVISON, JAULINO, OZALHA, WILMADERCY e os compostos: Elvis Roberto Carlos Gomes, Ricardo So Gay, Cartney Lima de Andrade, Pilar Alvarez Porra e Roberto Boquetti Jr.
Alguns parecem doenças, alguns, remédios (antibióticos, talvez?), outros devem ser uma composição dos nomes maternos e paternos, ídolos, enfim ...
Leitores amigos, digam: qual o mais exótico?
Deixe seu recadinho no comentários, ok?
Segunda-feira, Outubro 06, 2003
Aposentando ...
Não sei por que, mas hoje acordei com vontade de contar sobre o dia da minha aposentadoria. Certamente como já lhes contei, não por causa dos chatos, dos malas, mas sim dos bons amigos que fiz nessa incrível jornada ...
O cartão que meus colegas de agência me deram junto com meu presente (um maravilhoso pingente em forma de coração ... sugestivo né?), dizia:
"Não é preciso fazer sua presença ser notada, mas sim, sua ausência ser profundamente sentida".
Não preciso dizer o quanto chorei ... mas na verdade, a choradeira começou bem mais cedo, quando não me deixaram abrir o caixa, e sim, me deixaram escrever um email interno pra meus amados colegas.
"Amigos,
Já com saudade desta agência maravilhosa, digo que ainda me lembro do dia da posse (01.07.1977), na então agência Santos SP. Alguns que agora convivem hoje comigo, nem eram nascidos. Não importa, formamos uma bela e grande família e gostaria de dividir com todos essa importante conquista.
Apesar das longas filas, de todos os planos econômicos dos lunáticos governantes, todas as tabelas de deflação que os ministros nos mandaram aplicar, do confisco da poupança, da troca total do meio circulante, o que realmente importa foi a boa convivência, nem sempre totalmente pacífica, mas certamente com respeito por todos vocês... Estarei aposentada à partir de 19.05.2003, e gostaria de deixar um grande beijo no coração de todos ...
Amigo é coisa pra se guardar, do lado esquerdo do peito ...
Leda Maria"
Agora, imaginem o riacho de lágrimas, a hora que as respostas começaram a chegar ...
Aviso:
Molecada, estamos ficando famosos ... Retirado de UM CAIPIRA NA PAULISTA:
"Aproveito pra avisar ao Guga , a Intuição Feminina e a Jack que eles estão linkados. Agora, quem quiser link aqui vai ter que pedir, pois cansei de ir linkando no primeiro comentário; depois fico com dó de apagar... "
Sexta-feira, Outubro 03, 2003
O traveco
Sabe como são os meninos da segurança, sérios, a maior parte das vezes, mas ... sempre gostam de aprontar!
Mas não foi esse o caso. A moça queria entrar na agência, a porta travava... O guarda pedia pra ela voltar. Tirou isso, tirou aquilo, e o alerta continuava soando ...
Voltou várias vezes, e na verdade, só restou uma pasta de papéis em suas mãos, o que não deveria causar nenhum transtorno... mas o alarme continuou apitando... Aí a senhorita enfurecida, começou a gritar na porta, sendo necessário o comparecimento de um gerente para autorizar sua entrada. Quando entrou pelo saguão, gritando, esbravejando, amaldiçoando, apontando pro segurança (como se ele tivesse culpa pela porta continuar travando), dizendo que "eles estavam de brincadeira com ela, que onde já se viu, queria falar com o gerente", essas coisinhas básicas... A donzela enfurecida jogou a pasta em cima do guichê de um colega e fez o maior alvoroço. Devidamente acalmada, fez o depósito e foi embora.
Mais tarde soubemos que um segurança teria dito ao outro:
"Também, será que ELA tinha algum pino de aço pra segurar tanto silicone na bunda?"
Quinta-feira, Outubro 02, 2003
O mala
Vocês podem até pensar, pelo título, que errei na concordância... mas, meus colegas sabem tanto quanto eu, que aquilo é o que há de mais chato, inconveniente, impertinente pessoa da face da terra. Só pode ser uma provação, Deus estava e ainda está nos testando (não existe outra explicação). Imaginem vocês, essa pobre mãe, colocou dois no mundo, são gêmeos... um médico e outro engenheiro... cara de um focinho do outro, uma leve diferença no peso talvez, e dizem que o médico ainda é pior, mas isso não sou eu quem vai comentar... O mala é o cara mais mala que eu pude ter o desprazer de atender nesses tantos anos de banco... Virou adjetivo, entende? Chato é pouco, inconveniente e impertinente também o são, pois o mala é o mala... redondo, sem alça, pesado, sem fecho, um verdadeiro fardo...
Se está calor, é porque está calor, "o ar condicionado não está funcionando?"
Se está frio, é porque "esse ar condicionado só funciona no inverno?"
Se a fila está grande, "não dá pro gerente colocar mais caixas?"
Se está pequena, "sumiu todo mundo?"
O atendimento em bancos, todo mundo sabe, virou praticamente o cliente se auto-atender, certo? Errado!!! Ele quer o papelzinho autenticado pelo caixa... aí o sistema mudou... todo caixa humano, também solta um papelzinho pra grampear como recibo... reclamou mais que a preta do leite, como se dizia antigamente... Era e acho que ainda é, a pessoa mais rapidamente atendida na agência, pois todo mundo quer vê-lo saindo pela porta giratória... se tiver uma vassoura, amigo, é melhor colocar lá, assim pra ver se dá sorte e ele sai logo...
Quarta-feira, Outubro 01, 2003
A fofoca
Como fazer para que uma notícia chegue a todos os colegas em duas horas? Bem, se a notícia for muito ruim, nem precisa divulgar, a Rádio Corredor e a CBN (Central da Boataria Nacional) se encarregam de multiplicar em segundos. Se for muito boa, também se espalha rapidamente, que nem cheiro de pipoca quentinha... bem antes da divulgação oficial.
Agora, quando a notícia não é boa nem ruim, quando não morde nem assopra, aí amigo, não tem frango em encruzilhada que faça o funcionário se interessar. Como em qualquer outra empresa ou lugar do mundo, ligue para um colega, conte o fato e peça sigilo absoluto. Em minutos o país inteiro estará sabendo... O ser humano funciona mais ou menos assim...