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Jack by Jack
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Aventuras e desventuras de uma recém aposentada, enquanto trabalhadora de uma ilustre instituição financeira, por quase 27 anos de sua vida !!!
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Humour
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Mail
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Gifts
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Paixão é brasa
Que nunca aposenta
Vem e esquenta
Em qualquer tempo
És bela como luar
No firmamento
by Daniel Heldt, José
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Many thanks
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Segunda-feira, Março 29, 2010
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(Causo inédito)
Dasvéia! - (Plagiando a Daslu, Daspu e outras mais...) -
Fui convidada a participar de um programa de índio de velha! Ir para São Paulo almoçar na nossa associação atlética, a convite de outra associação: a dos antigos funcionários. Nem preciso dizer que não me falaram que o almoço teria música ao vivo. Quem me conhece, sabe que odeio certas pérolas do cancioneiro popular brasileiro (forró, axé, pagode)... Mas enfim, pra rever as colegas, fofocar um pouco e dar muita risada, estava valendo! Apesar da música alta e do gosto musical duvidoso. Mas não posso nem devo ser intolerante... Eu sei!
A subida via Rodovia Imigrantes foi demorada, movimento intenso de caminhões, pois a Anchieta está em reformas. Chegamos lá ao meio dia: panela no fogo, barriga vazia. E a ‘dancinha’ já rolava solta! A comida estava excelente e o papo, animado. Apesar da altura do som, a gente conseguiu rir e contar novidades que, via de regra, era sobre algum problema de saúde. Mortes e doenças fazem parte de um bom papo de aposentado que se preze. Até fiquei impressionada com certos detalhes sórdidos, e que ainda me encontro em um ótimo estado de saúde, apesar de alguns maus momentos passados há uns três anos atrás (quando da complicação da minha gastroplastia).
Existe uma associada (bem) idosa que leva um acompanhante pago. Explico: ela paga (e pelo jeito, muito bem pago) um rapaz que achamos que é professor de dança ou acompanhante profissional. Já haviam me contado essa estória em outra ocasião. Parece que o assunto foi até abordado na revista Veja. Desta vez até vimos a senhorinha preencher o cheque, acreditam? Afinal cada um faz da vontade de dançar e do seu rico dinheirinho o que quer, não é mesmo? Comentamos (ou fofocamos?) que inclusive poderia ser pedido médico ou alguma recomendação fisioterapêutica.
Quase na hora de virmos embora, o pessoal tomando um cafezinho e eu beliscando uma casquinha de laranja adocicada, uma das ‘meninas’ recebeu um telefonema de Santos: uma colega que, não sei se costumeiramente vinha a esses almoços (que na verdade ocorrem toda primeira quinta-feira após o dia vinte), dizendo que seu marido, um cardíaco sem juízo (que não costumava obedecer e não gostava de fazer o que o cardiologista mandava), teve uma morte súbita e rápida ao visitar sua mãe velhinha na hora do almoço. Na hora do almoço dele, melhor dizendo.
Coisa triste, não é?
Triste também ainda foi ouvir na viagem de volta, em meio a tagarelagem geral e irrestrita no ônibus, que a filha de uma colega tinha ido ao show do Guns n’ Roses... Quase virei pra trás e disse que EU também havia ido! Seria talvez por isso (quem sabe?) que eu tenha menos doenças? Talvez, um dia saberemos a verdade? Será que tentar manter a cabeça jovem consegue ajudar a sustentar o corpo saudável e em melhor estado de conservação?
Posted by Jack,
3/29/2010
A fila única é aqui:
Terça-feira, Janeiro 05, 2010
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(Causo inédito)
O fanho
Parece piada, e de muito mau gosto, mas é fato verídico. Tínhamos um colega completa e totalmente fanho. Certo dia foi flagrado ligando pra noiva.
- “Oi eida, udo em?”
- “Oi querido, tudo bem e você?”
- “Omo oê esoiu que ea eu?” – tecla SAP: “Como você descobriu que era eu?”
Os colegas tiveram que sair da sala para não rir na frente dele...
Posted by Jack,
1/5/2010
A fila única é aqui:
Segunda-feira, Outubro 12, 2009
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(Causo inédito)
Filho de um... vidraceiro!
Alguns causos que aqui escrevo, realmente não aconteceram comigo. Faço sempre questão de dar os devidos créditos. Este aconteceu com uma colega aposentada há mais tempo do que eu. Isso não evitou que continuássemos grandes amigas e que mantivéssemos contato até hoje. Foi num delicioso lanche que ela nos ofereceu em sua casa, dentre outras colegas, que ela contou-nos esse fato.
Lá pelos anos setenta, essa amiga trabalhava no gabinete do gerente geral da agência. O dito cujo andava armado. Isso porque a gente sempre morou em cidade tida como grande, perto da capital e nem tão violenta. Talvez hábito, vai saber... E ela ficava encarregada de todo final de expediente guardar o maldito trabuco. Olha lá se isso era coisa para uma funcionária fazer.
Certo dia, ela toda cheia de dedos (literalmente!) enquanto segurava cuidadosamente o revólver do chefe, aproximou-se da janela e viu um par de pés abaixo da bainha da cortina. Tipo filme de suspense, sabe? Suas mãos ficaram trêmulas. Mesmo estando ‘armada’ não era situação nem o momento apropriados para ‘cometer’ qualquer ato heróico. Num breve momento, ela até chegou a achar que estava em maus lençóis. Mas logo o rapaz, tremendo também, disse logo que se desvencilhou da cortina:
- “Moça, por favor, não atira! Sou o limpador de vidros do prédio e fiquei preso lá fora. Só achei esta janela destrancada...”
Posted by Jack,
10/12/2009
A fila única é aqui:
Segunda-feira, Agosto 03, 2009
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(Causo reescrito)
A síndrome
Há mais de trinta anos atrás o banco costumava premiar bons funcionários convidando-os a trabalhar na Tesouraria. Tinha uma comissão e tal. E dinheiro todo mundo quer. Nunca é demais, certo? Não saio por aí rasgando numerário, alguém sai? Era também uma espécie de estágio para ser caixa, um dia. Que naquele tempo era um posto bastante almejado. Hoje a realidade é outra.
Boazinha trabalhou com meu marido nesse setor. Diziam que era um inferno. Agência Centro: grande e cheia de problemas. E além de tudo um chefe ranzinza completava o astral. Era até um certo contra senso, pois supostamente deveria ser um prêmio, não um castigo. E normalmente as pessoas que pra lá iam eram tidas como excelentes funcionários. Escolhidas a dedo. Reza a lenda que se tornou um setor que tinha até um certo charme.
Só que eles contavam muito dinheiro. MUITO! Que vinha de vários lugares: Sesc, Sesi, Correios. Dinheiro sujo, velho, dilacerado, fedido. Contavam até 50. Recomeçavam para mais 50 para formar o que chamávamos de cintado (100 notas envoltas por uma cinta). Só que quando iam embora, o cérebro acostumado àquela rotina de contar, contar, contar, continuava o quê? Contando é claro! Já ao sair do banco começavam a contar, mesmo que subliminarmente, tudo o que aparecia pela frente. Pessoas na fila do ônibus, fila de carros estacionados nas ruas, fila de carros num eventual congestionamento, postes da via pública...
Daí o nome da tal síndrome: Síndrome do poste. Depois de algum tempo eles voltavam ao normal. Se é que alguém que trabalhou lá poderia se chamar normal novamente um dia...
Posted by Jack,
8/3/2009
A fila única é aqui:
Segunda-feira, Junho 01, 2009
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(Causo inédito)
O malote de lona
Não sei se alguém de vocês que ainda vem aqui sabe como se acondiciona o dinheiro que fica em poder da tesouraria ao final do expediente, vindo dos caixas. Quando fiz meu curso já eram os malotes de lona. Mas bem antigamente um pouco de dinheiro, troco e moedas ficavam de um dia para o outro em caixas de metal (yeah! \m/). Cada caixa tinha seu malote. E existia um limite de grana que podia ficar dentro desses malotes.
Depois de muito tempo, há uns 20 anos atrás o tal baú foi trocado por malotes de lona (semelhantes ao da ilustração). Como em tudo nessa vida, teve gente que gostou, outras não e outras ficaram indiferentes. Normal! Acho que na vida é tudo um pouco assim. Mas a troca causou alguns embaraços, principalmente aos mais ‘distraídos’...
Reza a lenda que uma colega pra lá de desligada, ao final do expediente, ainda não acostumada com o novo malote, botou ele no ombro, como se fosse uma bolsa e foi pra Praça Mauá pegar o ônibus 4. Ninguém percebeu, inclusive a segurança da agência, pra sorte dela! Ela mesma só notou quando foi passar na roleta e pegar o dinheiro na bolsa... Teve que saltar e voltar pro banco. Do jeito que a gente trabalhava direitinho e do jeito que as normas do banco eram rígidas, imagine se alguém tivesse notado: demissão por justa causa! Roubo? Ou seria furto?
Posted by Jack,
6/1/2009
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